EUA e Irã se reúnem no Paquistão para negociações durante cessar-fogo
- REDAÇÃO
- há 5 horas
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Enquanto o governo paquistanês expressa otimismo por um engajamento construtivo, o clima entre as partes principais é de profunda desconfiança

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, lidera uma delegação de alto nível em Islamabad para negociações cruciais com o Irã sobre o cenário de guerra. Acompanhado por Steve Witkoff e Jared Kushner, Vance foi recebido por autoridades do alto escalão do Paquistão, incluindo o chanceler Ishaq Dar e o chefe do exército, em uma capital que se encontra praticamente paralisada por um rígido esquema de segurança que assemelha-se a um toque de recolher.
Enquanto o governo paquistanês expressa otimismo por um engajamento construtivo, o clima entre as partes principais é de profunda desconfiança, com mediadores da China, Arábia Saudita, Egito e Catar atuando nos bastidores para facilitar o diálogo.
O impasse diplomático é evidente nas declarações prévias ao encontro. Enquanto o vice-presidente americano advertiu o Irã sobre as consequências de um confronto com os EUA, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, condicionou o avanço das conversas ao desbloqueio de ativos financeiros do país e a um cessar-fogo israelense no Líbano.
Complementando a postura defensiva, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reiterou que Teerã reagirá a qualquer agressão. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reforçou a gravidade do momento, descrevendo o atual estágio do conflito como uma fase decisiva de "vai ou racha".
Simultaneamente, a crise entre Israel e Líbano ganha um novo capítulo com negociações previstas para ocorrer em Washington na próxima terça-feira. No entanto, o caminho para a paz enfrenta obstáculos severos, já que Israel exige que o exército libanês assuma a responsabilidade de desarmar o Hezbollah — uma tarefa de viabilidade duvidosa dada a resistência histórica do grupo.
A situação é agravada pela insistência de Israel em manter a ofensiva contra a milícia libanesa mesmo durante tréguas com o Irã, o que ficou evidente após bombardeios recentes em Beirute que deixaram centenas de mortos e colocaram em risco a continuidade dos esforços diplomáticos na região.
Fonte: Band








