PINGA FOGO - Devagar, devagarinho… que o café ainda está quente, né Juninho?
- REDAÇÃO
- há 4 horas
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Na política, há quem chegue fazendo barulho, quem bata na porta anunciando que voltou e também quem prefira o velho estilo: devagar, devagarinho.
Parece ser esse o ritmo de um conhecido personagem da política local, Júnior Dapé, que vai se achegando novamente, com seu jeito faceiro e aquela habilidade de quem conhece bem os caminhos, as esquinas e, principalmente, as amizades que ficaram pelo caminho.
Enquanto isso, do outro lado da praça, a situação parece descobrir — talvez um pouco tarde — que aliado não se descarta como copo descartável.
Porque política, meus amigos, não se faz apenas de eleição em eleição. Tem manutenção. Tem conversa. Tem café. Tem aperto de mão. Tem aquele telefonema para perguntar “como você está?”. E, principalmente, tem a delicada arte de não deixar antigos companheiros descobrirem que foram importantes apenas enquanto eram úteis.
E é justamente nesse vácuo de atenção que alguns velhos conhecidos começam a reaparecer.
Devagar.
Sem pressa.
Um abraço aqui, uma conversa acolá, um cafezinho mais adiante...
Quando percebem, o antigo grupo já está novamente reunido na mesa, relembrando histórias e fazendo as contas para o próximo capítulo.
Não se trata de dizer que alguém já voltou. É política: primeiro a pessoa se aproxima, depois conversa, depois reencontra os amigos e, quando menos se espera, já tem gente perguntando quem colocou a cadeira extra na mesa.
Enquanto isso, quem está no poder precisa entender uma regra antiga da política local: aliança também precisa de manutenção preventiva.
Se não cuidar, enferruja.
Se não conversar, racha.
Se não valorizar, alguém valoriza.
E se abandonar demais, aparece outro para oferecer café.
Júnior Dapé, ao que tudo indica, parece entender bem o conceito de “devagar, devagarinho”. Sem precisar correr, vai reencontrando pessoas, reaproximando relações e deixando que o tempo faça aquilo que a pressa eleitoral muitas vezes não consegue fazer.
Afinal, grupo político não é obra pública: não dá para inaugurar e depois esquecer da manutenção.
E quando chega a temporada de eleições, pode ser tarde demais para descobrir que aqueles que pareciam estar garantidos já encontraram outra mesa, outra conversa e, quem sabe, uma nova xícara de café.
No fim das contas, talvez a maior lição seja simples:
Na política, quem cuida dos seus aliados constrói pontes. Quem esquece deles acaba assistindo, de longe, outros atravessarem a ponte que ele mesmo ajudou a construir.
E Júnior?
Bem...
Vai chegando. Devagar. Devagarinho.
Porque quem conhece o caminho não precisa correr.
Por: Alirio Junior/JNHOJE









