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Queda de cabelo: os perigos por trás de “tratamentos milagrosos” na internet

Procedimentos realizados por profissionais não qualificados podem comprometer a segurança e a integridade física das pessoas.

A queda anormal dos cabelos, o rareamento, o afinamento dos fios e o aparecimento de falhas no couro cabeludo geram um terror intenso em pessoas de qualquer gênero ou idade. Esse desespero e a procura por uma solução imediata levam o paciente, muitas vezes, a buscar referências de tratamento ou “clínicas especializadas” nas redes sociais. E, nesse momento, pode estar começando o perigo.


Promessas exageradas e marketing nas redes sociais


O marketing agressivo na internet, não raro com o uso de imagens feitas a partir de aplicativos de inteligência artificial por alguns profissionais, além de iludir o público, confunde quem está com medo da calvície e, normalmente, se deixa seduzir pelo inflado número de seguidores de quem apresenta soluções milagrosas.


Siglas, palavras difíceis e procedimentos sem aval


Outro recurso que vem sendo utilizado para chamar ainda mais atenção é a adição, aos vídeos ou textos, de siglas ou palavras difíceis, tais como PRP, lipossomos, exossomos, microagulhamento, mesoterapia capilar, células-tronco e tantos outros “protocolos”, não avalizados ou regulamentados pela ANVISA, nem pelo CFM, por não atestarem nenhum resultado clínico documentado. Além disso, procedimentos realizados por profissionais não qualificados podem comprometer a segurança e a integridade física das pessoas. Não bastando tais impedimentos, vários desses “ativos” encontram-se ainda em fase de testes em animais, transformando, assim, os pacientes em verdadeiras cobaias humanas.


Complicações graves e como se proteger


Como presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia e, na minha prática clínica diária como médico e tricologista, tenho observado e registrado um crescimento de 82% desde o pós-pandemia no número de complicações graves no couro cabeludo, causadas por procedimentos não avalizados e/ou realizados por profissionais não habilitados. As complicações mais frequentes, advindas de processos invasivos, tais como o uso de agulhas no couro cabeludo com rolinhos, injeções, mesoterapia contendo vitaminas e preparados desconhecidos, são as infecções do couro cabeludo, levando com frequência à lesão definitiva dos folículos capilares, sem chance de recuperação.


Outro problema frequente é a contaminação cruzada pela “técnica” do PRP (plasma rico em plaquetas) que, por ser uma técnica experimental, não pode ser utilizada e muito menos cobrada. O risco para o paciente é vir a ser contaminado por algum vírus, como HIV, hepatite B, ou também contrair infecções bacterianas. Atualmente, os avanços médicos na medicina tricológica permitem obter resultados cosmeticamente satisfatórios de formas não invasivas, sem agulhas, sangramentos, dor ou injeções. E sem a incidência de efeitos colaterais.


Sendo assim, ao observar os primeiros sinais de queda anormal dos cabelos (excesso de fios pela casa, no pente, na escova, no travesseiro, no ralo do chuveiro), o mais seguro é procurar um médico e tricologista de sua confiança, observando se o profissional tem CRM (é obrigatório constar no perfil). O ideal é não se basear no número de seguidores ou em fotos de antes e depois, pois podem, inclusive, ser manipuladas. Lembrando que o Conselho Federal de Medicina proíbe qualquer divulgação de fotos de pacientes mostrando resultados. Procure sempre referências do médico escolhido por meio de familiares, amigos ou pacientes já tratados pelo profissional. A orientação mais segura é: fuja de procedimentos invasivos. A opção por implantes capilares – só em último caso.


Dr. Luciano Barsanti é médico e tricologista, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, membro titular da Sociedade Italiana de Tricologia, diretor médico do Instituto do Cabelo – São Paulo e membro titular do ALHC – American Hair Loss Council – USA.


Fonte: Band News

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