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  • Caixa paga nesta terça-feira Saque Emergencial do FGTS para nascidos em outubro.

    Começa nesta terça-feira (8) o pagamento do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para trabalhadores nascidos em outubro. O  valor, de até R$ 1.045,  é creditado na Conta Poupança Social Digital. O novo saque tem como objetivo enfrentar o estado de calamidade pública em razão da pandemia da Covid-19. Autorizado pela Medida Provisória nº 946 de 07/04/2020, tem direito ao Saque Emergencial todo titular de conta do FGTS com saldo, incluindo contas ativas e inativas, no valor de até R$ 1.045,00 por trabalhador. O saque pode ser feito até 31 de dezembro de 2020. Fonte: Bocão News

  • Teixeira de Freitas tem mais óbito confirmado por covid-19 e número de infectados alcança 4.287.

    No início da noite desta segunda-feira, 7 de setembro, a Secretaria de Saúde de Teixeira de Freitas (SMS), confirmou a morte de uma mulher de 78 anos, por causa da covid-19, o novo coronavírus. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital de Campanha e não resistiu às complicações da doença. Ao todo, desde o início da pandemia, o município de Teixeira de Freitas contabiliza 4.287 casos positivos para o novos vírus e atualmente 108 infectados estão com o vírus ativo. Total o município de Teixeira de Freitas tem 4.103 casos recuperados. Trata-se de 95,7% de pessoas recuperadas em relação ao número total de casos positivos. São 76 mortes. A taxa de letalidade em Teixeira de Freitas é de 1,77%. Ocupação de Leitos De acordo com o último censo de ocupação de leitos, feito nesta segunda-feira (7), às 16 horas, são 13 pacientes internados em leitos para tratamento da Covid-19 no HMTF e Hospital de Campanha de Teixeira de Freitas, sendo 7 clínicos e 6 UTI. Na UPA, de acordo com atualização feita às 17h, são 3 internados. Na rede privada, são 10 pacientes, com 7 na enfermaria e 3 internos na UTI, totalizando 26 internações.

  • Transalvador registra 13 acidentes em feriadão da Independência do Brasil.

    O fim de semana prolongado pelo feriado da Independência do Brasil somou 13 acidentes na capital baiana. O balanço é contabilizado das 19h de sexta (4) até as 6h59 desta terça-feira (8). De acordo com a Superintendência de Trânsito (Transalvador), do total de ocorrências, nove pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não houve óbitos. Fonte: Bahia Notícias

  • Alunos de universidades federais cobram mais aulas online.

    Matriculada em três das sete disciplinas que faltam para concluir o Bacharelado Interdisciplinar em Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Rayana Azevedo, 26 anos, viu a formatura ser adiada por tempo indefinido quando as aulas foram suspensas por causa da pandemia. Com a criação do semestre suplementar, que tem aulas a partir de hoje, a expectativa dela era de cursar pelo menos cinco matérias, de forma remota pela Ufba, mas ela só conseguiu vaga em uma delas. Diante das reclamações que tomaram as redes sociais na última sexta-feira, quando os estudantes receberam a confirmação da matrícula, a Ufba anunciou que o sistema será reaberto, para que imprecisões possam ser resolvidas e que colegiados e departamentos avaliem a possibilidade de ampliar a oferta de vagas. Rayane está confiante de que essa reabertura permitirá que ela consiga vaga em mais disciplinas. A mensagem à comunidade informa que 74.204 vagas foram ofertadas em 1.788 disciplinas, recebendo inscrições de 25.991 estudantes, de um total de cerca de 39 mil. Outras quatro instituições federais de ensino sediadas na Bahia decidiram montar um semestre especial, com aulas online, e participação não obrigatória: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba). A exceção é o Instituto Federal Baiano. “Depois de muitos anos, eu estava perto de me formar, e isso (a pandemia) me deixou um pouco desmotivada, mas com esse semestre remoto espero que possa adiantar as matérias que preciso”, comenta Rayana. Ela concorda que não há condições para retomada de aulas presenciais, ainda mais com o risco de contágio no transporte público, usado por ela e muitos estudantes para ir às aulas. De acordo com o pró-reitor de ensino de graduação da Ufba, Penildon Silva Filho, o semestre suplementar acontecerá até 8 de dezembro. O período não contará no limite de tempo para a conclusão do curso, e a disciplina cursada só será adicionada ao histórico do universitário em caso de aprovação. O mesmo sistema será adotado nas demais instituições federais com semestre remoto no estado. Ele explica que os componentes curriculares que exijam uso de laboratório e dependam mais do contato com o aluno tendem a ficar de fora, resultando em um semestre com abordagem mais teórica. O pró-reitor explica que a recomendação aos professores é que utilizem o máximo de atividades assíncronas, que não ocorram de forma simultânea. “Nas síncronas muitas vezes a conexão cai, a internet não fica boa durante algum momento, o estudante também pode ter de trabalhar em determinado horário. Então, com aulas que ficam gravadas o aluno acessa quando for possível”, detalha, acrescentando que os docentes devem trabalhar também com textos e atividades dirigidas. O foco em aulas e atividades que tenham a possibilidade de serem encaixadas no cronograma mais adequado para o aluno também está sendo adotado na UFRB, na Ufob, na UFSB e no Ifba. As instituições também compartilham o recorte dos componentes curriculares do período suplementar, considerando que disciplinas essencialmente práticas não se adequam ao formato remoto. Fonte: Teixeira Hoje

  • Quatro anos após impeachment, petistas insistem em tese de 'golpe' - e não convencem.

    Passados quatro anos do fim do processo de impeachment contra Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer na Presidência da República, o PT e os aliados insistem na tese de um “golpe” em 2016. Sem entrar no mérito do debate se foi ou não algo dentro dos limites constitucionais, já que as pedaladas fiscais foram relativizadas desde então, esse argumento deveria ser abandonado, ao menos para tentar incorporar novos eleitores. Ao manter viva a tese, o petismo e a esquerda brasileira tentam viver um nostálgico tempo, alimentando a “saudade do que a gente não viveu”. É onde se consolida a oposição ao grupo. Se a narrativa do golpe tivesse funcionado lá em 2016, haveria comoção popular para a manutenção do mandato de Dilma. Não foi o que aconteceu. A ex-presidente não reunia condições políticas de comandar o país, porém apeá-la do poder, dentro das regras do jogo, não foi exatamente um golpe na concepção clássica. Não vivíamos numa república parlamentarista. E não vivemos agora, razão pela qual há resistência quando se fala de um novo processo de impeachment no país. Jair Bolsonaro pode ter inúmeros problemas. Entretanto, não existem condições políticas de retirá-lo do Planalto, como aconteceu com a petista. Como se não bastasse a falta de mobilização da população pró-Dilma - e olha que não faltaram movimentos contrários a ela -, a tese de golpe foi testada nas eleições de 2018. Se a maioria da população acreditasse que a saída de Dilma do poder foi objeto de uma articulação “golpista”, as chances do PT obter sucesso nas urnas seriam maiores. Também não foi o que aconteceu. A rejeição à candidatura de Fernando Haddad foi tanta que Bolsonaro acabou eleito não apenas pelos seus eleitores, mas também por quem gostaria de ver o Brasil longe de um novo governo petista. Ou seja, a tese foi reprovada por quem teria esse poder: o povo. Nas redes sociais, o dia de ontem foi marcado por protestos de petistas e de aliados da então presidente Dilma, denunciando a narrativa de “golpe” em 2016. A história ainda é muito recente para que haja uma visão menos apaixonada por todos os envolvidos no processo. Para quem acredita nessa tese, a versão continua fazendo sentido. O problema é que esse grupo parece estar bem distante de uma maioria da população. E, para vencer nas urnas, é preciso a maioria. Quer o PT queira, quer não... Fonte: Bahia Notícias

  • Bolsonaro está com cálculo renal e passará por cateterismo neste mês.

    O presidente Jair Bolsonaro descobriu nesta segunda-feira (31) que está com cálculo renal. Segundo informações da CNN Brasil, o diagnóstico foi feito após Bolsonaro realizar ultrassonografia no Departamento Médico do Planalto. Ele deve passar por cateterismo em setembro, para retirada do cálculo. De acordo com o presidente, a pedra é um pouco maior que um caroço de feijão. No início de julho, Bolsonaro foi diagnosticado com a Covid-19 e precisou ficar em isolamento no tratamento da doença. Mesmo assim, quebrou a medida, defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais efcazes no combate à pandemia, ao juntar jornalistas em coletiva para divulgar que estava infectado. Fonte: Bahia Notícias

  • Mesa Diretora da Câmara discute hoje situação da deputada Flordelis.

    A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira (1º), às 9h30, em conferência virtual, para definir internamente a situação da deputada Flordelis (PSD-RJ), denunciada pelo homicídio de seu marido, pastor Anderson do Carmo. O crime foi no dia 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói, sendo alvejado com vários tiros. Os parlamentares decidirão se o pedido de representação - feito pelo deputado Léo Motta (PSL-MG) - contra a deputada será enviado à Corregedoria da Casa. Segundo o regimento interno da Câmara, denúncia apresentada por um deputado contra outro é enviada à Corregedoria, por decisão da Mesa Diretora. É a Corregedoria quem faz a análise prévia da acusação, parecer que é devolvido à Mesa Diretora. Em caso de decisão procedente, o caso segue para análise do Conselho de Ética. Em virtude da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o colegiado está com atividades suspensas. Para que sejam realizadas reuniões virtuais, o corregedor, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), apresentou um projeto que autoriza o Conselho de Ética a realizar sessões pelo mesmo sistema utilizado nas votações do plenário. O corregedor vai propor à Mesa a votação imediata da proposta. Se a Mesa Diretora encaminhar a representação à Corregedoria, o corregedor notificará a deputada para apresentar a defesa por escrito. Depois disso, ela tem cinco dias úteis para se defender. A partir daí, o corregedor terá até 45 dias úteis para dizer à mesa se a denúncia tem ou não elementos que justifiquem a instauração de processo por quebra de decoro parlamentar. Somente se a mesa aceitar a denúncia é que o requerimento vira uma representação, quando então será encaminhada ao Conselho de Ética, que vai instaurar processo. PSD O Partido Social Democrático (PSD) decidiu tomar as medidas cabíveis para suspender a filiação da deputada federal. De acordo com o presidente do partido, Gilberto Kassab, a sigla vai adotar medidas internas para expulsar a deputada de seus quadros. O caso A deputada foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. Segundo o delegado Allan Duarte, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI), no Estado do Rio de Janeiro, na primeira fase da investigação foi identificado como executor o filho biológico da deputada, Flávio dos Santos Rodrigues. O filho adotivo do casal, Lucas César dos Santos, foi apontado como a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato. Na segunda fase da apuração, ainda segundo o delegado, novas provas e ações de inteligência constataram que Flordelis foi a mandante do homicídio. A investigação aponta como motivação principal a disputa de poder entre o casal e a emancipação financeira dela. Defesa O advogado Anderson Rollemberg, que defende Flordelis, afirmou não há elementos que sustentem a denúncia contra ela. Para ele, as mensagens encontradas pela polícia no celular da deputada não foram escritas por ela, mas sim por uma das filhas, que tinha acesso ao aparelho. Fonte: Agência Brasil

  • Ilhéus: Centro Covid-19 conta com exame de ultrassom à beira do leito.

    O Centro de Atendimento Covid-19 instalado no Centro de Convenções de Ilhéus, além dos 24 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 5 semi-intensivos e 9 leitos clínicos, agora conta com o serviço de ultrassonografia intensiva à beira do leito. Com uma estrutura de saúde equipada para o melhor atendimento aos pacientes Covid-19, o município de Ilhéus, em parceria com o Governo do Estado, tem instalado aparelhos modernos para as UTI’s do Centro de Atendimento. “Os aparatos disponíveis hoje nesse hospital de campanha, com a ultrassom à beira do leito, possibilita uma avaliação ainda melhor das condições clínicas do paciente, em que é possível examinar a parte cardíaca, avaliar se há necessidade de hidratação, comprometimento pulmonar, entre outras necessidades”, explicou o Coordenador do Comitê Operacional de Emergência (COE) e médico cardiologista, André Cezário. Fonte: Secom

  • Bahia: Licitação para recuperação da BA-283, Rodovia que liga os municípios de Itabela e Guaratinga.

    Neste último dia (29), foi publicado no Diário oficial do Estado (DOE), a licitação para realização da recuperação da BA-283. Palco de vários protestos e reivindicações por parte de ambos os municípios, as obra da BA-283 já tão deteriorada e quase intrafegável, agora parece sair do papel e das promessas já tão feitas pelo Governo do Estado para ambos municípios. São 27 km de extensão, sem acostamento e sem sinalização, fator este que já vem gerando diante de décadas, inúmeros e graves acidentes. Como principal acesso aos municípios de Itabela e Guaratinga, a rodovia é bastante utilizada também para escoamento de produção e de mercadorias, fator que vem gerando vários prejuízos e descontentamento dos produtores rurais diante do GOVERNO DO ESTADO. E ainda não é para agora! Ainda cabe esperar, o pregão acontecerá de forma digital, e está previsto para acontecer no dia (5) de outubro, onde que os envelopes serão abertos com as propostas das empresas interessadas. Fonte: Jn Hoje

  • Eunápolis: Homem é detido após violência doméstica.

    Na tarde deste domingo (30), Aulino Damascena foi detido pela Polícia Militar, em atitude bastante violenta contra sua ex-companheira, que tentava se esconder e evitar as investidas que o acusado efetuava com um pedaço de madeira nas mãos. A situação aconteceu na Rua Cristóvão Colombo no Bairro Pequi. Os policiais imediatamente o imobilizaram Aulino e contiveram a ameaça  à vida da vítima em tempo hábil. Durante a busca pessoal foi encontrada uma quantidade de cocaína e maconha em poder do agressor. Aulino foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido e a vítima recebeu atendimento médico preliminar e posteriormente prestou depoimento à autoridade policial competente. Fonte: Via 41

  • CVV destaca autocuidado e empatia no Setembro Amarelo em meio a pandemia.

    Como falar sobre prevenção do suicídio durante a pandemia do novo coronavírus? Essa foi uma das preocupações do CVV (Centro de Valorização da Vida) para lançar a campanha do Setembro Amarelo neste ano. “Estamos todos passando por um momento de fragilidade emocional”, diz Carlos Correia, 67, porta-voz e voluntário do CVV há 28 anos. Com as mais de 121 mil mortes causadas pela Covid-19 no país, a associação decidiu destacar neste ano a importância do autocuidado e da empatia. “A pandemia trouxe uma onda de tristeza e pessimismo, por isso mudamos um pouco o foco para o autocuidado. Não só o autocuidado físico, sobre usar máscara e manter os hábitos de higiene, mas também para a saúde mental“, explica Carlos. “É importante que cada um de nós aprenda o autocuidado. Nós vamos ao dentista quando temos dor de dente, não é? Então também devemos ir a um psicólogo ou psiquiatra se estamos passando por um sofrimento emocional”, observa. A empatia é reforçada no vídeo “Pessoas precisam de pessoas”, publicado no canal do CVV no YouTube, na sexta-feira (28). A campanha destaca a ideia de que somos todos iguais. E o que separa a pessoa que está procurando ajuda daquela que está oferendo são apenas circunstâncias da vida. “Se nós nos escutássemos mais uns aos outros, teríamos uma sociedade mais fraterna”, diz Carlos. Na falta de ter alguém com quem conversar, ou se a pessoa não se sente à vontade para falar sobre seus problemas com um amigo ou um familiar, os voluntários do CVV estão disponíveis 24 horas pelo telefone 188. A ligação é gratuita. A conversa também pode acontecer por email ou chat em diferentes horários (veja os contatos abaixo). Os atendimentos presenciais estão temporariamente suspensos devido à pandemia. Atualmente, o CVV conta com 4.200 voluntários em todo o país. São feitos cerca de 10 mil atendimentos telefônicos diariamente –esse número, segundo Carlos, não aumentou durante a quarentena, embora estudos apontem aumento de sintomas de ansiedade e de depressão no período. Antes do início da pandemia, em março, menos de 10% dos atendimentos telefônicos eram realizados remotamente (com os voluntário em home office) e, em menos de dois meses, esse modelo saltou para mais de 60%. Com a mudança, foi possível manter as cerca de 250 mil ligações, que totalizam cerca de 3.000 horas por mês. O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. O movimento foi criado no Brasil, em 2015, por iniciativa do CVV, do CFM (Conselho Federal de Medicina) e da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Este mês foi escolhido porque é nele que ocorre o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em 10 de setembro, criado em 2003 pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pela Associação Internacional para Prevenção de Suicídio e pela Federação Mundial para Saúde Mental. Segundo o Ministério da Saúde, o mais recente boletim epidemiológico de tentativas e óbitos por suicídio aponta que, em 2018, foram registradas 13.463 mortes por suicídio no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) em todo o Brasil. De 2009 a 2018, 115.072 pessoas cometeram suicídio no país. Fonte: Bocão News

  • Pará reabre escolas em meio à pandemia de coronavírus, após pressão das escolas particulares.

    Ensino privado e prefeituras podem retomar aulas presenciais. Governo retorna apenas 3º ano do médio, à distância, e prorroga retorno das demais séries para outubro na rede estadual. Professores dizem que não houve discussão adequada sobre a retomada. Escolas particulares e prefeituras municipais no Pará já podem voltar com as aulas presenciais a partir desta terça (1º), após decreto publicado pelo governo estadual. A determinação ocorre depois que representantes de escolas particulares protestaram pela retomada. A secretária de Educação, Fátima Braga, informou que ainda não haverá aula presencial pela rede estadual e anunciou que chips de celular vão ser distribuídos para os alunos da rede estadual. Ela também explicou que, nas outras redes, cada instituição particular e cada prefeito devem definir como será a retomada, respeitando aos critérios de prevenção ao coronavírus, como o distanciamento social. No Pará, são 2.113.296 estudantes matriculados na rede básica de ensino, sendo 314.177 no infantil; 1.439.788 no fundamental; e 359.331 no ensino médio, de acordo com dados do Censo Escolar de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Questionada pela reportagem sobre a estimativa de alunos que devem voltar às aulas nesta terça, ou ainda esta semana, a Secretaria de Educação (Seduc) disse, por meio de assessoria, que responde apenas pela rede estadual, que possui 575 mil estudantes - 27% dos alunos matriculados na educação básica. De acordo com a Sespa, o retorno das aulas presenciais no Pará foi pensado após "contínuas quedas no número de crianças infectadas". Em entrevista na última sexta (28), o secretário adjunto da Sespa, Sipriano Ferraz, disse que houve uma redução de mais de 60% na média móvel de crianças infectadas pela Covid-19 nos últimos 14 dias e, por conta disso, o governo decidiu retomar as aulas presenciais. Segundo o secretário, 11% de todos os casos positivados no Pará são de crianças. No caso de internações esse número cai 7%, segundo ele. Analisando as mortes, o número é menor: 0,8%. "Temos redução de 76% da média móvel de casos nos últimos 14 dias. Falando especificamente em crianças, essa redução é de 64%. Com o passar dos dias, o número de casos de crianças vem caindo. Antes tínhamos a média de 54 crianças positivadas por dia. Hoje temos a média de 16 crianças positivadas por dia", diz o secretário adjunto. Apesar da redução anunciada, o governo do Pará determinou, no último domingo (30), que todos os alunos da rede pública do Estado ainda não voltarão às aulas presenciais. Apenas estudantes do 3º ano do ensino médio terão aulas on-line de conteúdo preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As aulas presenciais estão previstas para outubro. A decisão do governo ocorreu depois de um período de protestos de representantes das escolas particulares em Belém. Os representantes chegaram a participar de uma sessão na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), pedindo o retorno das aulas presenciais. Professores são contra retomada A categoria de professores é contra o retorno sem os protocolos e estrutura necessários na rede pública, se posicionando contra a volta às aulas presenciais ou remotas, sob argumento de que há falta de tecnologia e estruturas nas escolas. "Há muitas inquietações", questiona Silvia Letícia da Luz, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp). "Nossos alunos e professores não têm condições para aulas remotas, pois não há estrutura para utilização das tecnologias ou formação, aparelhos, rede de internet. O governo fará inclusão digital? Haverá formação aos professores e alunos? Quais ferramentas? Só o chip? E o aparelhos?", afirma. Ainda de acordo com a coordenadora, "não existem condições de garantir distanciamento social nas escolas, pois não há espaço adequado". Em reunião com os ministério Público do Pará (MPPA) e Federal (MPF) na última segunda (31), representantes do sindicato defenderam a abertura de uma ação civil pública contra o Estado, apontando para uma "situação de retorno sem discussões adequadas de protocolo; sem testagem da comunidade escolar e sem as condições que garantam a retomada". "Somos contra retorno presencial na pandemia, porque governos e prefeitos não dialogam", aponta Silvia Leticia. Em nota, o MPPA informou que o sindicato pediu a reunião e que, na pauta, foi discutida a garantia do direito à educação em tempos de pandemia, tendo em vista os posicionamentos que o MP tem até então. "O objetivo foi discutir quando e qual a melhor forma de garantir esse retorno presencial com segurança, definindo estratégias dentro da atribuição de cada instituição. Foram debatidas metas de cumprimento dessa fiscalização, atuação em diferentes frentes voltadas sobretudo na questão da oportunidade e das condições do retorno às atividades escolares", afirmou. Ainda na nota, o órgão disse que "continua dialogando com os movimentos sociais e com o poder público, e prossegue no posicionamento inicial de retorno das atividades escolares com segurança." Já o MPF informou que, de acordo com a procuradoria regional dos Direitos do Cidadão, a reunião serviu para que o sindicato expusesse as preocupações da categoria em relação ao eventual retorno às atividades presenciais, destacando os problemas estruturais das escolas. Segundo nota, não houve nova deliberação tomada pelo MP na reunião. Particulares já se preparam para volta Enquanto não há data definida para retorno na rede pública estadual, nas escolas particulares já há escolas retomando as aulas nesta terça. Em uma escola no bairro de Nazaré, bairro nobre de Belém, foram adotados protocolos como marcações no chão; instalação de pias com sabão; disponibilização de álcool em gel; aferição de temperatura; aulas híbridas com capacidade reduzida de alunos na sala de aula e outros via transmissão ao vivo; intervalos reduzidos, entre outros. O diretor Iranilson Lima explicou que, no primeiro momento, somente alunos do terceiro ano retornam nesta terça. "A expectativa é grande porque é uma readaptação dos estudantes, das famílias, dos educadores. Os estudantes junto à família decidem se há conveniência de vir à escola ou não, mas independente de estar na sala ou não, todos eles terão suporte com as aulas aqui no sistema híbrido". Lima afirma que, além da retomada das aulas, a instituição vai garantir suporte e apoio aos alunos. "A expectativa é de acolher bem, com proximidade, não no sentido físico, mas também no emocional, pois os estudantes, as famílias, a sociedade como um todo teve uma experiência muito forte. E os alunos vêm com toda essa carga emocional". 'Atual momento ainda requer cuidados', diz infectologista Belém, por exemplo, é a oitava capital do Brasil com mais mortes registrados de Covid-19 e 12ª em número de infectados. São 2.095 mortes e 31.780 casos até a última segunda (31), de acordo com levantamento pelo consórcio de veículos de imprensa. Já o Pará é o sexto estado com mais notificações de casos ao Ministério da Saúde. De acordo com último boletim da Secretaria de Saúde (Sespa), já são mais de 200 mil casos e quase 6,2 mil mortes. Para a infectologista Helena Brígido, o atual momento da pandemia no estado ainda requer cuidados. "A pandemia passa por um processo de transição, em que nós não sabemos, neste momento, em que não sabemos quem tem o coronavírus e quem não tem. E pelas questões de evolução do próprio vírus, as mutações, novas cepas detectadas, não temos a confiança em afirmar que uma pessoa que já teve a Covid-19 não vai ter novamente no nosso estado", explica. Seduc garante que volta será segura Em relação ao retorno das atividades presenciais, a Seduc afirmou, em nota, que os critérios de volta às aulas serão discutido no âmbito de cada escola e que "a preparação para uma retomada segura segue todos os protocolos sanitários recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)". Em relação às condições de infraestrutura das escolas do Pará, a Seduc informou que tanto as escolas do interior quanto da região metropolitana receberão as condições higiênicas e sanitárias necessárias, assim como a garantia de acesso ao Equipamento de proteção Individual (EPIs) para a segurança dos alunos e professores em sala de aula. Fonte: G1

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