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  • Quase metade dos alunos baianos não recebeu tarefa escolar na pandemia.

    O fechamento das escolas e a omissão de alguns estados e municípios durante a pandemia da Covid-19 aprofundaram as desigualdades regionais no Brasil e devem ter impactos profundos sobre a renda futura dos atuais estudantes. Não só a classe A/B estudou mais em 2020 como os estados mais pobres ofereceram muito menos atividades escolares na rede pública a seus alunos. Em média, cada ano de ensino a mais no Brasil representa ganho de 15% no salário futuro e 8% mais chance de conseguir um emprego. Mas, em 2020, uma massa enorme de crianças no ensino fundamental, e jovens no ensino médio, majoritariamente na rede pública, nem sequer teve a alternativa de estudar em casa. No Pará, 62,6% dos jovens entre 16 e 17 anos não receberam atividades escolares das redes de ensino. Na Bahia, 45,3%. No outro extremo, apenas 2,5% do jovens em Santa Catarina, e 3,2% no Paraná, ficaram sem tarefas enviadas pelas escolas. No ensino fundamental, a tendência foi a mesma, embora com percentuais menores de estudantes sem tarefas (45,3% no Pará e 26,8% na Bahia, por exemplo). Em São Paulo, 5% dos alunos do ensino fundamental ficaram sem atividades; e 7,5%, no médio. Segundo dados organizados pela FGV Social com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19 de agosto, quanto mais baixa a classe social do aluno, menor foi a oferta de atividade escolar - e, consequentemente, menos horas empenhadas nos estudos. Entre alunos de 6 a 15 anos da classe A/B, por exemplo, apenas 2,9% não tiveram oferta de tarefas escolares em agosto. Na classe E, a média no país foi de 21,1%. Julho, mês de férias escolares, teve números parecidos, o que permite inferir que os resultados de agosto podem ter se repetido, com algumas variações, nos demais meses da pandemia. O Brasil tem cerca de 30 milhões de estudantes entre 6 e 15 anos, e 81,7% receberam atividades das escolas. Entre os alunos de 16 e 17 anos, o percentual médio cai a 76,3%. Do ponto de vista do aumento da desigualdade regional, o problema é que os administradores de estados e municípios que não disponibilizaram tarefas concentram-se justamente nas áreas mais pobres. A falta de conectividade dos alunos não justifica a indisponibilidade de tarefas em muitos locais, já que pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou que somente 10% dos alunos brasileiros no ensino médio, por exemplo, não tinham acesso à internet em 2018. Os alunos de locais menos atendidos por governadores e prefeitos pela educação a distância também estão estudando bem menos horas diárias que seus conterrâneos da classe A/B. Em Alagoas, por exemplo, o segundo estado com mais pessoas na extrema pobreza no país (Maranhão é o primeiro), foram os alunos da classe A/B os que estudaram mais horas no mês de agosto. "Se existia alguma coisa que ainda melhorava no Brasil em termos de desigualdade era a educação. Agora, isso também está sendo quebrado pela pandemia", diz Marcelo Neri, diretor da FGV Social. "Como preditor da desigualdade futura, o nível educacional é o melhor de todos. A Covid deixará uma cicatriz importante também para o mercado de trabalho." Neri ressalta que, até 2017, foram os jovens com idades entre 14 e 19 anos os que mais perderam renda do trabalho como consequência da última recessão (2014-2016). Agora, são eles novamente os mais afetados pela perda do ano escolar. A FGV Social destaca que o governo federal também teve responsabilidade em não coordenar uma resposta em nível nacional na área da educação. Até a segunda semana de outubro, segundo o portal Monitoramento dos Gastos da União com Combate à Covid-19, enquanto as despesas totais no enfrentamento à epidemia somavam R$ 448 bilhões, o Ministério da Educação acumula gastos de apenas R$ 479 milhões. Para o economista Naercio Menezes, pesquisador do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, a "geração coronavírus" provavelmente será menos produtiva e mais desigual em relação às anteriores e posteriores. "Muitos alunos provavelmente abandonarão a escola, especialmente os mais velhos, assim que o mercado de trabalho ou o crime organizado oferecerem mais oportunidades", afirma. Menezes defende que, para evitar mais evasão escolar, os estados e municípios decidam por não reprovar nenhum de seus alunos diante das condições a que eles foram submetidos em 2020. Fonte: Bahia Notícias

  • MG: Candidato a vereador é suspeito de matar a mulher a facadas.

    O candidato a vereador em Bandeira do Sul-MG., Adílio Sérgio Gomes, de 40 anos, está sendo procurado pela polícia. Ele é acusado de ter matado a mulher Roberta de Araújo com 13 facadas após uma discussão do casal no último domingo (18). As informações são do jornal Estado de Minas. De acordo com a Polícia Militar, o desentendimento começou por causa de uma geladeira aberta. A filha do casal, de 18 anos, ouviu os gritos e correu para o quintal da casa. Foi ela quem encontrou o corpo da vítima, que morreu no local. Após o crime, Adílio fugiu. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Alfenas. A Polícia Civil investiga o caso e o suspeito deve responder por feminicídio. Fonte: Teixeira Hoje

  • Novos casos de raiva animal são registrados entre Itanhém e Medeiros Neto.

    Onze bovinos e um equino morreram este ano em decorrência da raiva nos municípios de Itanhém e Medeiros Neto. Os primeiros casos aconteceram no mês de abril e agora em outubro foram feitos três novos registros. A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) confirmou que foram 11 casos no município de Itanhém e um no município de Medeiros Neto. O estado de alerta em fazendas da região é por causa do morcego hematófago, que mede em torno de oito centímetros e, se tiver infectado, pode ameaçar um rebanho inteiro com apenas uma mordida. Criador de bovinos e equinos, o pecuarista Irineu Prudêncio contou que essa foi a primeira vez que ele perdeu um animal por causa da raiva e o caso ocorreu por consequência de um descuido com o atraso das vacinas. “Ocorre que eu sempre vacinei no período normal, e dessa vez faltou vacina aqui em Itanhém. Eu em vez de tomar providência em outros municípios, também não tomei, aguardei chegar a vacina aqui. Nesse período de espera, aconteceu esse fato aí”, disse. Depois que o animal é mordido pelo morcego infectado, a doença pode passar por um período de incubação de até três meses, mas assim que os primeiros sintomas começam a aparecer, como por exemplo, a fraqueza nas patas traseiras, a evolução da doença é muito rápida e o animal acaba morrendo em uma semana no máximo. O fiscal agropecuário da ADAB, Joesley Ramalho, que também é veterinário, explicou como a doença se manifesta. “Bovinos têm manifestações furiosas, então raiva a gente associa à fúria. Mas no caso dos herbívoros a sintomatologia apresentada está avaliada à paralisia dos membros. O animal começa com um andar cambaleante e com a progressão da doença, o animal perde a capacidade de manter em estação, ele perde a capacidade de locomoção dos membros, progredindo ao óbito”, disse. Ele ainda reforça que, quando um caso suspeito de raiva for identificado, é preciso comunicar ao órgão fiscalizador, que no caso da Bahia é a ADAB. Fonte: Teixeira Hoje

  • Rússia espera produção da Sputnik V no Brasil em janeiro.

    O presidente do fundo que financiou os estudos da vacina Sputnik V, Kirill Dmitriev, afirmou nesta segunda-feira (19) que o registro da vacina russa Sputnik V no Brasil deve ser apresentado em dezembro. "Nós iremos apresentar esses resultados de fase 3 aos órgãos de controle em cada país onde firmamos acordos para disponibilizar a Sputnik V, e a velocidade com a qual esses acordos serão aprovados depende de cada órgão, mas esperamos que, devido à pandemia, esse processo seja acelerado para estarmos, até dezembro, prontos para iniciar a distribuição", afirmou Dmitriev. O governo da Bahia já realizou a compra de 50 milhões de doses, que serão recebidas diretamente do instituto russo. No Brasil, ela deve ser produzidas em parceria com a farmacêutica União Química, mas ainda não há informações se o governo disponibilizará a vacina no SUS. No início de setembro, os resultados dos testes clínicos de fase um e dois da Sputnik V foram publicados em uma das principais revistas científicas do mundo, a The Lancet, apontando a segurança da vacina. Fonte: Verdinho Itabuna

  • Mesmo em queda, mortes por Covid-19 no Brasil ainda superam 2ª onda na Europa.

    Dados dos países da União Europeia, do Brasil e do Reino Unido apontam que país sul-americano é o 3º com maior número de mortes por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas. O número de mortes por Covid-19 no Brasil tem caído há semanas, mas em outubro ainda morrem mais pessoas neste país sul-americano de 212 milhões de habitantes do que na União Europeia, que tem 447 milhões de habitantes, conta com uma população mais velha e enfrenta uma segunda onda da pandemia. Considerado os dados dos países da União Europeia, do Brasil e do Reino Unido, um levantamento do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) aponta que o Brasil é o terceiro com o maior número de mortes por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas. O primeiro é a República Tcheca, com uma taxa de 6,53 por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem a Romênia (4,76) e o Brasil (3,58). Entre os quatro países mais populosos do bloco europeu, a Espanha tem 3,30, a França aparece com 1,86, a Itália registra 0,92 e a Alemanha soma 0,31 morte por 100 mil habitantes. Vale lembrar que a faixa etária é um elemento central para o tamanho da mortalidade por Covid-19 em cada país, e a população brasileira tem uma idade mediana bem menor que a do bloco europeu: 33,5 anos x 42,8 anos. Por outro lado, há uma questão em voga: a segunda onda de Covid-19 está matando menos? Pandemia volta a avançar na Europa Segundo dados compilados pelo Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), o Brasil registrou 10,7 mil mortes de 1º de outubro a 17 de outubro. Nos países que integram a União Europeia, o total de mortos no período soma 9,1 mil. O patamar do Brasil ainda é superior mesmo com a inclusão do Reino Unido, que saiu do bloco neste ano, o que totalizaria 10,6 mil mortes. Desde o início da pandemia, a Covid-19 matou pelo menos 153 mil pessoas no Brasil e 151 mil na União Europeia, incluindo o Reino Unido, onde morreram 44 mil. Mas o avanço acelerado da doença no continente europeu deve fazer a situação atual se inverter até o fim do mês, caso as tendências continuem sem grandes variações. Praticamente todo dia algum país da Europa anuncia novas medidas mais restritivas para conter a pandemia. No domingo (18/10), o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou mudanças nos horários de funcionamento de escolas, bares, restaurantes e academias. "Não podemos perder tempo, temos de implementar medidas para evitar um lockdown (bloqueio total da circulação de pessoas), que pode comprometer gravemente a economia" disse ele. A intensidade das medidas varia conforme a gravidade da situação. A França adotou toque de recolher noturno, a Bélgica decidiu fechar por quatro semanas todos os restaurantes e bares, a Suíça tornou obrigatório o uso de máscaras em lugares fechados e a Alemanha instou os cidadãos a só saírem de casa em caso de urgência. Em meio à segunda onda, algo que tem chamado a atenção de especialistas é o fato de que a alta recente no número de casos não tem sido acompanhada por um aumento proporcional das mortes e das entradas de pacientes em hospitais. Há uma série de hipóteses em debate sobre essa suposta letalidade menor. Uma delas é que o aumento do número de testes realizados passou a revelar mais casos brandos da doença, que não demandam internação, por exemplo. Outra é que grande parte dos novos casos na Europa estão ligados aos jovens, e, por consequência, a tendência de quadros graves e mortes se torna menor. Um terceiro ponto levantado é que os profissionais e os sistemas de saúde parecem mais bem preparados para lidar com o coronavírus, mesmo sem vacinas ou remédios que reduzam consideravelmente as mortes por Covid-19. Fala-se ainda em cuidados mais rigorosos com a população idosa, que somou metade das mortes pela doença na primeira onda da pandemia na Europa. Especialistas afirmam, no entanto, que ainda é cedo para celebrar uma segunda onda mais branda da doença e que nada garante que os hospitais não ficarão lotados em breve no continente europeu. Brasil em tendência de queda Desde o início da pandemia no Brasil, em fevereiro deste ano, o Brasil tem vivido diferentes fases da doença em seu extenso território. Inicialmente circunscrita aos grandes centros urbanos, a Covid-19 já atingiu praticamente todos os municípios do país. Menos de 10, entre os 5.570, não registraram casos da doença. O pico da pandemia no Brasil durou quase três meses. De 5 de junho a 23 de agosto, a média diária de mortes esteve acima de mil quase todos os dias. E desde então essa taxa tem caído com consistência. Atualmente, o Brasil registra uma média semanal de 488 mortes, o menor patamar desde o início de maio. Mas ainda assim apenas Índia (780) e EUA (700) superam o país nesse quesito. A queda de mortes da doença não significa, no entanto, que a pandemia esteja perto do fim no país. Ou que todas as regiões estejam registrando a mesma tendência de queda. Há sinais, inclusive, de uma segunda onda de casos em estados que já haviam superado um pico, como o Amazonas. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta em seu mais recente relatório semanal sobre a Covid-19 no país que estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná têm alta probabilidade de estarem em tendência de queda. Recife e Rio de Janeiro, por exemplo, parecem ter conseguido interromper o aumento de casos. No caminho oposto aparecem localidades como Amazonas, Pará, Maranhão, Santa Catarina e Sergipe, com bastante probabilidade de uma tendência de alta. Em relação às capitais, a instituição afirma que Aracaju, Fortaleza, Macapá, Belém, Distrito Federal e Manaus apontam estar em uma trajetória de aumento dos casos. Por fim, a Fiocruz adverte: "Embora a maioria das capitais esteja com sinal moderado (acima de 75%) ou alto (acima de 90%) de queda ou estabilidade no longo prazo, o cenário é de cautela" porque a doença ainda está em um patamar bastante elevado para ser considerada sob controle. Fonte: G1

  • Brasil registra primeiro caso confirmado de gato com Covid-19.

    Uma gatinha de poucos meses, em Cuiabá (MS), foi o primeiro animal de estimação a estar infectado com o coronavírus Sars-Cov-2 no Brasil. O bichinho foi testado positivo pelo exame molecular de PCR pela pesquisadora Valéria Dutra, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Em entrevista ao jornal O Globo, a cientista advertiu que pessoas infectadas pelo coronavírus devem se manter isoladas de seus animais. A gata foi infectada porque teve contato com os donos durante o período de isolamento deles. "Minha preocupação é que os animais infectados levem o coronavírus para mais animais e pessoas. No caso do gato é ainda mais complexo do que no do cão porque gatos que moram em casas muitas vezes saem de seu domicílio livremente", disse Valéria. Pouco se sabe sobre a Covid-19 em pets e há menos de 20 casos de cães e gatos comprovadamente infectados no mundo e relatados em literatura científica, mas o caso acende o alerta para o risco de aumentarem os meios de transmissão e os reservatórios do vírus, caso as hipóteses mais pessimistas sejam comprovadas. Não há recomendação, no entanto, para que os animais usem máscaras. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) também recomenda manter os animais em casa sempre que possível; e evitar o contato com estranhos durante os passeios. Fonte: Verdinho Itabuna

  • Itapebi: Justiça da decisão favorável a Cláudio Carvalho.

    A justiça eleitoral emitiu uma decisão favorável ao candidato a prefeito em Itapebi Cláudio Carvalho após impugnação do registro de candidatura feita pela coligação “Juntos Vamos Fazer Muito Mais por Itapebi” coligação essa do atual prefeito Juarez Oliveira, mais conhecido com Peba. A impugnação foi fundamentada devido as contas de Claudio Carvalho terem sido desaprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios, nos anos de 2011 e 2012 quando exerceu o cargo de prefeito em Itapebi. A coligação “A Esperança Vai Vencer o Medo” do candidato Cláudio Carvalho (PSD), entrou com a defesa devido suas contas serem aprovadas pela câmara de vereadores de modo que o parecer técnico do Tribunal de Contas dos Municípios não gera inelegibilidade. O Juiz Eleitoral Roberto Freitas, rejeitou a impugnação ao registro de Claudio Carvalho, deferindo o registro de candidatura da coligação “A Esperança Vai Vencer o Medo”. Fonte: Via 41

  • Defesa de homem que agrediu ex-namorada em Ilhéus pede revogação da prisão preventiva.

    Oadvogado de Carlos Samuel Freitas Costa Filho, flagrado em vídeo agredido uma ex-namorada em Ilhéus, entrou com pedido de revogação da prisão preventiva decretada contra ele. A inicial foi protocolada no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) nesta segunda-feira (19) e que julga a solicitação é a 2ª Vara Criminal de Ilhéus. Em inicial, que o BNews teve acesso na íntegra, a defesa alegou que a prisão preventiva decretada é ilegal, pois adentra no mérito do caso. “Considerando a fase processual e as provas colhidas em fase inquisitorial, não é oportuno adentrar no mérito da demanda, haja vista, mesmo diante da confissão em depoimento, sem a corroboração de outras provas seria ilegal sua prisão preventiva decretada”, escreveu o advogado Caique Santana Mota. Além disso, de acordo com a defesa, a personalidade de Carlos Samuel “não se coaduna com as acusações que lhe são imputadas, sendo o mesmo voltado para o trabalho e não para o submundo da criminalidade”. O advogado afirmou que o agressor e a vítima viviam em união estável há mais de seis meses e, “em que pese ter havido alguns conflitos conjugais, fato comum e corriqueiro nas relações entre casais, e sempre retomaram a vida conjugal de forma amistosa”. No pedido de revogação, a defesa ainda alegou que as agressões divulgadas na última semana aconteceram, na verdade, em 26 de junho deste ano, motivo pelo qual “o lapso temporal entre a prática delituosa e o início desta marcha processual se perdurou há exatamente 4 meses, ou seja, não havendo, portanto, o que se falar em que o acusado viesse a reiterar as práticas delituosas”. E continuou com o argumento: “Insta salientar, que a própria vítima informa em sede de depoimento policial, que horas após os fatos ocorridos naquela noite, ambos reconciliaram o relacionamento, diferentemente do entendimento de Vossa Excelência”. O advogado afirmou também o Carlos Samuel, além de possuir residência fixa, se apresentou à autoridade policial espontaneamente, “logo, não há risco à ordem pública se posto em liberdade”. Entre os pedidos, além da revogação da prisão preventiva, o advogado Caique Santana Mota solicitou que seja a prisão substituídas por outras medidas cautelares alternativas, deixando a critério do juízo do 2ª Vara Criminal de Ilhéus decidir o critério de fixação. O pedido de prisão preventiva de Carlos Samuel foi feito pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) na tarde de 15 de outubro, e o nome dele já se encontra no Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ, estando o ato pendente de cumprimento. O acusado já foi condenado por cárcere privado, em agosto deste ano, após manter uma ex-companheira trancada durante um fim de semana. Na ocasião, ele também foi condenado em primeiro grau pelos crimes de ameaça e lesão corporal, que já prescreveram. Fonte: Bocão News

  • Prefeitura do Rio libera eventos em quadras de escolas de samba a partir de novembro.

    As quadras deverão ter cadeiras e mesas numeradas e seguir protocolos de higiene e prevenção. A Prefeitura do Rio vai liberar, a partir do dia 1º de novembro, eventos em quadras de escolas de samba — mas sem aglomeração e seguindo protocolos de prevenção. Um decreto do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) publicado no Diário Oficial desta terça-feira (20) traz uma revisão da Fase 6B de flexibilização da cidade, em vigor desde 1º de outubro. Na prática, estarão permitidos, no mês que vem, disputas de sambas, ensaios, feijoadas e shows dentro do Município do Rio. A Fase 6B já havia liberado eventos em espaços abertos, shows — incluindo rodas de samba — e festas com restrição de lotação. Quadras de fora da cidade precisam da autorização da respectiva prefeitura — caso da Beija-Flor de Nilópolis, da Grande Rio, de Caxias, e da Viradouro, de Niterói. O carnaval 2021, porém, não tem data para acontecer. Em plenária há um mês, as escolas determinaram que não vai haver desfile em fevereiro — ainda não há decisão sobre adiar ou cancelar a apresentação. Protocolos para quadras As quadras deverão ter cadeiras e mesas numeradas— a exemplo de teatros, cinemas e casas de show; As escolas de samba terão de submeter as equipes a cursos de capacitação da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses; Cada evento precisará ainda cumprir as regras gerais sanitárias. Bares sem restrições Outra novidade é o fim da restrição de horário de bares e restaurantes. Esses estabelecimentos só podiam funcionar até a 1h. O decreto de Crivella reproduz trechos de uma análise do comitê científico da prefeitura. Segundo os especialistas, há evidências de que o horário restrito “tem favorecido a ocorrência do comércio ilegal”, com “desordem urbana e o grande acúmulo de lixo”. Ambulantes foram alvo de fiscalização no último fim de semana na Zona Sul, quando agentes multaram ainda 11 bares no Leblon por aglomeração. O polo da Rua Dias Ferreira é um dos que têm atraído grandes grupos mesmo após a 1h. ‘Mais eventos’ O colegiado, “por unanimidade, reconheceu que a Fase 6B não provocou impacto nos indicadores”. “As atividades retomadas nesta fase não foram, até o momento, responsáveis por impactos sobre o sistema de saúde da rede”, afirmam os pesquisadores. O grupo, no entanto, destacou um “aumento significativo do fluxo de pessoas nas praias, descumprindo a vedação da permanência e a obrigatoriedade de utilização de máscaras”. O comitê sustentou que “as poucas opções de lazer acabam direcionando um grande número de pessoas para as atividades permitidas, o que põe em risco o cumprimento dos protocolos”. Os especialistas, em consenso, propuseram criar “mais opções em espaços que possam ser controlados”, para desviar “o fluxo dos lugares de difícil controle”. O colegiado também “enfatizou a necessidade de dar equidade às atividades em comunidades” — como os eventos nas quadras. Fonte: G1

  • Dois assassinatos em um só dia na cidade de Santa Cruz Cabrália.

    Dois homens que não tiveram a identidade divulgada até o momento, foram mortos com disparos de arma de fogo em Santa Cruz Cabrália. Os crimes aconteceram neste último domingo, 18 de outubro. Segundo informações da Delegacia Territorial de Cabrália (DT), uma das vítimas morreu no local e a outra ainda chegou a ser socorrida ao Hospital Geral do município, mas também não resistiu. A Polícia Civil abriu inquéritos policiais para investigar os casos. Autoria e motivação dos crimes seguem desconhecidas. Fonte: Teixeira Hoje

  • Governo usa gráfico genérico para dizer que vermífugo tem eficácia contra Covid.

    Sem divulgar dados completos e usando um gráfico idêntico ao de um banco de imagens, o governo informou nesta segunda-feira (19) que resultados de estudos clínicos apontaram que o vermífugo nitazoxanida teria ajudado a reduzir a carga viral em pacientes na fase inicial da Covid-19. O resultado foi anunciado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em cerimônia no Palácio do Planalto. Informações completas da metodologia e dos dados obtidos, porém, não foram divulgadas. Sem os números e um estudo já publicado, o governo se limitou a divulgar o resultado em discursos e por meio de um vídeo no início da cerimônia, no qual consta a imagem de um gráfico genérico, sem dados, com a frase "Nitazoxanida é eficaz!". O gráfico, porém, é idêntico a uma imagem disponível no banco de imagens Shutterstock. Questionado, o Ministério da Ciência e Tecnologia não respondeu sobre o que levou ao uso do gráfico genérico. Em discurso, representantes da pasta argumentaram que os resultados foram submetidos a uma revista científica internacional e que uma eventual divulgação prévia dos dados limitaria a publicação. "Como cientistas, sempre pensamos que o artigo deve ser publicado e revisado por pares. Entretanto, mesmo na pandemia, há um tempo entre a submissão e a publicação. Seria correto omitir esse dado e aguardar que em um mês 14 mil pessoas morressem?", afirmou a coordenadora do estudo, Patrícia Rocco, da UFRJ. Segundo ela, o estudo, randomizado e duplo-cego, envolveu sete centros de pesquisa, distribuídos no estado de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. De acordo com o ministério, os dados correspondem ao resultado de testes em 500 voluntários. Rocco diz que os voluntários foram divididos em dois grupos: um recebeu placebo e outro o medicamento, conhecido pelo nome comercial Annita. "Constatamos que a nitazoxanida, em comparação ao placebo, acarretou ao fim da terapia uma redução da carga viral e maior número de pacientes com resultados negativos para o Sars-CoV-2", informou. O estudo completo, porém, teria envolvido 1.575 participantes. O ministério atribui a diferença de dados ao fato de que uma parte do estudo ocorreu com pacientes com quadro grave e, em uma segunda etapa, em pacientes com sintomas iniciais da doença. O resultado da primeira etapa ainda não está disponível. "Espero que nas próximas semanas tenhamos resultados", disse Rocco. Segundo ela, pacientes da fase precoce tomaram somente a nitazoxanida e antitérmicos. "Não houve viés para que outras drogas pudessem ter efeito adicional ou melhor que a nitazoxanida." Também sem informar dados completos, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, comemorou os resultados e disse que o tratamento ajudou a reduzir a carga viral em pacientes com sintomas iniciais da doença. Ele ressaltou, porém, que o medicamento não pode ser usado para prevenção. "O que posso dizer é que temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Significa que reduz o contágio das pessoas que tomam o medicamento", afirmou. Em seguida, disse "passar o bastão" para que o Ministério da Saúde avaliasse uma oferta do remédio. Apesar da fala de Pontes, especialistas têm recomendado cautela sobre anúncios e apontam que, até o momento, ainda não há um medicamento comprovado para a Covid-19. Nos últimos meses, pesquisadores também chegaram a cobrar mais transparência do ministério sobre os dados dos estudos que estavam em andamento. O início dos testes com a nitazoxanida foi anunciado por Pontes ainda em abril. Na época, o ministro evitou citar o nome do remédio. O argumento era a necessidade de evitar uma corrida às farmácias - como ocorreu quando o presidente Jair Bolsonaro passou a defender publicamente a hidroxicloroquina como cura para a Covid-19. Esse remédio, porém, ainda não teve comprovação de eficácia em estudos clínicos. Em discurso nesta segunda, Bolsonaro voltou a usar o evento para defender o remédio e fez ataques diretos ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a quem chamou de "ministro marqueteiro". No cargo, o ex-ministro se posicionou contra a ampliação da oferta da cloroquina. Bolsonaro disse ainda que seu governo acertou no combate à doença, apesar de ser o segundo país com mais mortes registradas pela Covid-19, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. "A história vai mostrar quem estava com a razão. A história vai mostrar quem se preocupou com a sua própria biografia", disse, em referência ao ex-ministro. "E, no nosso ministério, chegamos à conclusão de que fizemos a coisa certa", acrescentou. Fonte: Baia Notícias

  • Porto Seguro: Mulher é atacada a golpes de martelo pelo companheiro.

    Na noite do último sábado (17), uma mulher foi agredida pelo companheiro com golpes de martelo na cabeça no bairro Nilo Fraga em Porto Seguro. De acordo com informações do site Na Mídia News a mulher de 31 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Frei Calixto, após a briga com o companheiro. A vítima passou por procedimento de sutura e foi orientada a fazer exames de imagem. O agressor não foi encontrado pela polícia. Fonte: Teixeira Hoje

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