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- Governo publica nova portaria sobre procedimento para aborto em caso de estupro.
Comunicação à polícia sobre casos continua entre medidas que devem ser tomadas pelo médico, mas regra foi publicada na nova portaria sem a palavra 'obrigatória'. Outra portaria semelhante foi publicada em 28 de agosto. O governo federal editou uma nova portaria sobre o procedimento para realização de aborto em caso de estupro. O texto foi publicado na edição desta quinta-feira (24) do "Diário Oficial da União", com a assinatura do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Foi mantida a previsão, descrita em portaria editada no fim de agosto, que autoridades policiais sejam comunicadas do caso, independentemente da vontade da vítima de registrar queixa ou identificar o agressor. No entanto, a palavra "obrigatória" foi retirada do trecho sobre a comunicação à polícia. Outra mudança na portaria é a retirada do trecho que determinava que a equipe médica deveria informar sobre a possibilidade de visualização do feto ou embrião por meio de ultrassonografia, caso a gestante desejasse. A portaria anterior determinava que a paciente deveria "proferir expressamente sua concordância, de forma documentada", mas todo o artigo sobre este item foi excluído. Fonte: G1
- Médium é acusado de abusos sexuais e nega: “Não tenho responsabilidade sobre os espíritos”.
O médium Kleber Aran Ferreira e Silva, de 46 anos, líder do templo Amor Supremo, é acusado por mulheres de usar má-fé para cometer abusos sexuais e arrecadação financeira no templo. Os relatos foram revelados no programa Conexão Repórter, que ouviu onze supostas vítimas do religioso. Kleber Aran ganhou fama ao dizer que incorporava espíritos de luz, como o do Dr. Fritz e a Rainha, e já foi alvo de mandados de prisão preventiva, acusado de exercer ilegalmente a medicina. Desta vez, as acusações são de assédio e abuso sexual e as denúncias se repetem. Todas as mulheres afirmaram que precisavam se submeter ao sexo com o médium como forma de dar a ele a energia vital que vem da criação. Era assim que ele dizia, segundo elas, curar as pessoas. Uma ex-integrante do templo chegou a dizer que os abusos aconteceram quando ela era menor de idade. Além disso, as denúncias giram em torno de ameaças e gastos excessivos de dinheiro dos apoiadores. O médium Kleber Aran negou as acusações e disse que não tem tem responsabilidade sobre a ação dos espíritos que incorpora. "A mediunidade é tão sublime e tão importante. Eu acredito na minha fé e no meu trabalho". Ele negou todas as acusações e questionou a demora de as mulheres revelarem os supostos abusos. Fonte: Bocão News
- Retomada de procura por trabalho coincide com queda de vagas ofertadas.
A volta de mais de 1 milhão de desempregados à procura de um trabalho após o período de distanciamento social coincide com um período de redução nas vagas ofertadas, o que deve contribuir para manter em alta os níveis de desocupação no país, apesar dos novos postos que foram criados em agosto. A oferta de novas vagas em sites e agregadores de classificados de empregos caiu entre 12% e 36% neste ano na comparação com os primeiros oito meses do ano passado. Levantamento feito pela Folha em empresas como LinkedIn, Infojobs, Banco Nacional de Empregos e Indeed, além do CATe (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo), ligado à Prefeitura de São Paulo, mostra um encolhimento nas novas seleções para postos trabalho. Em abril e maio, o CATe registrou queda de 70% nas seleções abertas —de 10.715, em 2019, para 3.341, em 2020. No acumulado dos oito primeiros meses, a redução é 35%, ao mesmo tempo em que o número de inscritos para as seleções subiu 18%. No Banco Nacional de Empregos, enquanto as buscas subiram 18%, os anúncios caíram 33%. A falta de novas vagas é acompanhada pelo aumento no número de pessoas sem trabalho, seja ele formal ou informal. De maio a agosto, a desocupação subiu 27%, passando de 10,1 milhões para 12,9 milhões, segundo a Pnad Covid, pesquisa semanal do IBGE que monitora os efeitos da pandemia sobre o emprego. O mês marcou também o crescimento da força de trabalho, ou seja, do número de pessoas que não têm ocupação ou que gostaria de ter. O avanço é pequeno, de 1,4%, mas indica que mais gente voltou a procurar trabalho. O encolhimento da força de trabalho ajudou a segurar a taxa de desemprego durante a pandemia. Com menos gente buscando vaga, a desocupação não cresceu tanto. Mas isso também começa a mudar. Só na última semana de agosto, 1,1 milhão de pessoas passaram a buscar trabalho, de acordo com o IBGE. Segundo o Banco Nacional de Empregos, a procura por seleções subir 63% entre julho e setembro ante o período até junho. Para Marcelo de Abreu, presidente do BNE, o segundo semestre será “corrida contra o tempo para a recuperação financeira dos efeitos causados pela pandemia”. A secretária-adjunta de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da capital, Ana Carolina Lafemina, diz que a melhora na demanda por trabalhadores ainda é sutil nos postos do CATe, onde setores como saúde e telemarketing são os que ainda abrem vagas. No Infojobs, apesar da queda, o número de vagas vem subindo desde junho em relação ao mês anterior. No LinkedIn, onde os postos são mais qualificados, as funções com mais vagas são ligadas a tecnologia, como engenharia e arquitetura de software e desenvolvedor de sistemas de interação. Em agosto, o número de pessoas ocupadas subiu pela primeira vez na Pnad Covid —eram 82,1 milhões de brasileiros com algum trabalho, 700 mil a mais que em julho. O diretor-adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, afirma que o resultado está ligado ao desempenho do setor informal, mais frágil em crise como a atual, mas também com retomada mais rápida. “Quando se perde a carteira de trabalho assinada, a dificuldade histórica de recompor é maior”, afirma. Na pandemia, o setor informal foi duramente afetado pelas políticas de distanciamento social. O fechamento das empresas e do comércio atingiu a renda de ambulantes, vendedores de praia e outros que trabalham por conta própria nas ruas. “Com a reabertura do mercado, essas pessoas voltam a trabalhar. Essa parcela expressiva dessa população voltando a trabalhar é a informalidade crescendo”, disse o diretor-adjunto do IBGE. Segundo a Pnad Covid de agosto, 27,9 milhões de trabalhadores estavam na informalidade. O número representa 33,9% da população ocupada, ante 33,6% em julho. A informalidade foi a saída encontrada pelo metalúrgico Graciano Alves de Almeida Neto, 34. Seu último contrato com carteira assinada terminou em maio do ano passado, após ser demitido de um fábrica de peças para automóveis. Desde então, ele já trabalhou como motorista de lotação, usou aplicativos de transporte para fazer corridas em seu carro e atuou em um lava-rápido. Há uma semana, encerrava o bico mais recente, como servente de pedreiro. “Hoje eu busco qualquer coisa mesmo. Já tentei vaga de ajudante-geral e mando currículo para qualquer trabalho. Cheguei a fazer três entrevistas recentemente, mas não consegui”, diz. Para a economista Ana Beatriz Moraes, do Ibmec, o aumento na taxa de desocupados preocupa e reflete um momento de parada brusca na economia pela pandemia. A retomada, na avaliação dela, só virá pela combinação de flexibilização do distanciamento social com reformas administrativas e fiscais. “Sem uma reforma mais ampla do Estado, é impossível prever uma recuperação”, afirma. Na avaliação de Otto Nogami, economista do Insper, o processo de retomada não vai ser tão fácil como se imaginava e como vem sendo propagado. Segundo ele, o setor de serviços, principal motor da atividade econômica e maior empregador do país, responsável por 75% do cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), é o mais afetado pela crise, o que impede uma recuperação rápida. “A queda brusca nos serviços mostra que as perspectivas não são alentadoras como se diz por aí”, analisou. O setor recuou 9,7% no segundo trimestre, o primeiro totalmente sob efeito da pandemia do novo coronavírus. Fonte: Bocão News
- O óbvio sobre o adiamento do Carnaval.
A falsa polêmica sobre a realização do Carnaval de Salvador em fevereiro de 2021 segue rendendo discussões. Enquanto ACM Neto, prefeito da capital baiana, tratou o tema como uma “bobagem eleitoral”, o governador Rui Costa foi mais “político”. Para não entrar em melindres com os aliados que propuseram manter o planejamento da folia de Momo para o começo do próximo ano, Rui disse que trataria do tema apenas com o prefeito eleito. É a postura correta, mas não posso dizer que não fiquei desapontado. Tratar do Carnaval em fevereiro do próximo ano é, no mínimo, irresponsável e o governador poderia dizer isso de maneira mais clara. Para que os festejos aconteçam no começo do próximo ano, o planejamento já deveria estar acontecendo. Mas tanto ACM Neto quanto o governador sabem que indicar o adiamento da festa agora só renderia estresse e tensão com todo o mercado do Carnaval. Ou seja, cozinhar em banho-maria e evitar entrar numa batalha cujo resultado é conhecido é uma atitude coesa com a postura adotada pelos gestores de Salvador e da Bahia. Por isso, será uma fala comum a sugestão de que o tema só deve vir à pauta mais perto do final do ano. Antes disso, é sofrer por antecipação - e, cá entre nós, em meio à pandemia é bom poder escolher qual sofrimento enfrentar. Com o adiamento da eleição, inclusive, será um problema confirmar que a festa não acontecerá em fevereiro sem saber quem estará à frente da gestão da cidade. Com a hipótese de um segundo turno, o futuro prefeito seria conhecido apenas na noite do dia 29 de novembro, o que renderia um mês a menos em qualquer tipo de planejamento. Convenhamos: é inviável gestar e produzir um Carnaval como o de Salvador em tão pouco tempo. A pandemia do novo coronavírus deve continuar sendo o foco, até porque será a administração vindoura responsável por lidar com as consequências econômicas e sociais dessa crise. De qualquer forma, Rui poderia ter sido mais enfático ao responder ao delírio de quem propôs a festa mantida em fevereiro - é proposital a omissão dos nomes dos viajantes, pois chamar atenção é o principal foco da proposta. O governador está certo ao sugerir que não vai entrar nos embates das disputas locais pelas prefeituras. Na prática, sabemos que isso não vai acontecer integralmente, mas há boa intenção na fala. Pena que as alianças não permitam que ele fale o óbvio: não existe sanidade em quem tentar usar a pandemia de maneira eleitoreira. Fonte: Bahia Notícias
- Jovem é encontrado morto no interior de Nova Viçosa.
Jonas dos Santos, de 32 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, 23 de setembro, em um local conhecido como Córrego das Pedras, nas imediações de Argolo, distrito de Nova Viçosa. Avisada por populares que fizeram o achado uma guarnição da 89ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), foi ao local e assim que comprovou a veracidade da informação, tratou de repassar o ocorrido à Polícia Civil. O corpo foi reconhecido pela esposa da vítima e durante o levantamento cadavérico ficou comprovado que o mesmo apresentava escoriações e uma lesão na região da testa, o que pode caracterizar violência. Após guia expedida pelo delegado Marco Antônio Neves, titular da Polícia Civil de Nova Viçosa, foi autorizada e remoção do corpo ao IML de Teixeira de Freitas, para exames de necropsia. O procedimento de medicina legal vai precisar a causa da morte. Fonte: Teixeira Hoje
- Barra: Incêndio varre localidade perto de zona urbana.
Os incêndios que ocorrem em Barra, no Oeste baiano, há mais de uma semana atingiram nesta quarta-feira (23) uma comunidade próxima à zona urbana. O fogo varreu o que estava pela frente. Ficou de pé apenas as construções na comunidade chamada de Bebedouro. "Só faltou queimar as casas. Queimou as chácaras, pomares, só ficaram as casas mesmo", disse o presidente do conselho de meio ambiente do município, Joaquim Dantas. A suspeita é que o incêndio tenha sido provocado por queimadas, usadas para limpeza de pastos. "Provavelmente alguém fez isso para limpeza de terreno e perdeu o controle", supõe Dantas. Desde quando os incêndios começaram, em torno de 1,5 mil hectares de área já foram consumidos. Nesta quarta, mais duas aeronaves se somaras às outras duas e fazem voos frequentes para debelas as chamas nas regiões de Torrinha, Simão e Porto Novo. Um dos motivos da resistência do fogo é que os incêndios ocorrem em áreas de difícil acesso. "Ficam do outro lado da margem do rio [São Francisco]. Lá é só mata nativa, fechada. Não mora ninguém, não tem estrada, não tem acesso, não tem casa, nada nada", explicou. Os aviões que fazem o trabalho de combate ao fogo foram enviados pela secretaria de meio ambiente do estado [Sema]. A ação conta com apoio do Inema, do Corpo de Bombeiros de Barreiras e de brigadistas locais. Fonte: Bahia Notícias
- Everson sai da 'geladeira' e volta a treinar no CT; Bahia aguarda propostas.
Após treinar de forma virtual nos últimos dois meses, o zagueiro Everson retornou ao CT Evaristo de Macedo. De acordo com apuração do Bahia Notícias, o atleta vai trabalhar em Dias D'Ávila para manter a forma física enquanto não surge uma proposta. Com 23 anos de idade, o defensor segue fora dos planos do Esquadrão de Aço. Neste ano, ele foi emprestado ao Paraná Clube e retornou em julho. Desde então, seus treinamentos estavam sendo distantes do gramado. A última partida de Everson no Bahia aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2019, contra o Atlético de Alagoinhas, pelo Campeonato Baiano. Depois disso, o jogador passou a integrar a lista de disponíveis no mercado e não teve chances com Roger Machado, técnico do clube até o mês passado. Seu contrato é válido até o fim da temporada 2022. No momento, a equipe treinada por Mano Menezes dispõe dos seguintes zagueiros: Lucas Fonseca, Ernando, Juninho, Wanderson e Ignácio. Outro que pode integrar o grupo é Anderson Martins, que se encontra em negociações avançadas para ser anunciado oficialmente. Fonte: Bahia Notícias
- Sem Neymar, UEFA divulga finalistas de prêmios de melhores da temporada.
Em evento que ocorre no dia 1 de outubro, serão anunciados todos os vencedores, incluindo atletas e treinadores de futebol masculino e feminino. A UEFA divulgou nesta quarta-feira (23) os nomes dos finalistas das premiações de melhores da temporada 2019/20 na Europa. Em evento que ocorre no dia 1 de outubro, serão anunciados todos os vencedores, incluindo atletas e treinadores de futebol masculino e feminino. Entre os homens, o prêmio do melhor jogador da temporada será disputado por Robert Lewandowski e Manuel Neuer, que venceram a Liga dos Campeões com o Bayern de Munique, além de Kevin de Bruyne, do Manchester City. O prêmio de melhor treinador do futebol masculino será disputado apenas por alemães. Os nomes indicados são Jurgen Klopp, do Liverpool, Hansi Flick, do Bayern e Julian Nagelsmann, do RB Leipzig. Já no futebol feminino, como atletas finalistas são Lucy Bronze e Wendie Renard, que atuam no Lyon, e Pernille Harder, jogadora do Wolfsburg. Os finalistas para o melhor treinador do futebol feminino são Lluís Cortés, do Barcelona, Stephan Lerch, do Wolfsburg, e Jean-Luc Vasseur, do Lyon. Fonte: Fox Sports
- Eduardo Bolsonaro depõe por mais de 6h e responde sobre incentivo a atos antidemocráticos.
Odeputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) depôs por mais de seis horas à Polícia Federal, nesta terça-feira (22), no inquérito que apura a realização de atos antidemocráticos. De acordo com a colunista Bela Megale, do Globo, a oitiva ocorreu no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, em Brasília. A delegada da Polícia Federal Denisse Dias Ribeiro, que está à frente do caso, foi quem conduziu o depoimento. Eduardo respondeu como testemunha. A oitiva, de acordo com a colunista, não fugiu dos demais interrogatórios e o deputado respondeu todas as perguntas. Dentre os questionamentos, ele foi perguntado sobre sua relação com blogueiros investigados no caso; se intermediou a compra de algum canal de TV ou estação de rádio; se já usou a tecnologia para impulsionar suas redes; e se participou ou incentivou a realização de atos antidemocráticos. Fonte: Bocão News
- Alerj vota impeachment de governador afastado do Rio, Wilson Witzel.
Witzel é processado por crime de responsabilidade. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota na tarde de hoje (23) a resolução que autoriza o prosseguimento do processo de impeachment do governador Wilson Witzel. Ele está sendo processado por crime de responsabilidade. O relatório do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SDD), aprovado pela Comissão Especial da Alerj no último dia 17, alega que há indícios de que o governador afastado tenha cometido crime de responsabilidade por meio do recebimento de vantagens indevidas. No dia 28 de agosto, Witzel foi afastado por 180 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por causa de investigações relativas a sua suposta participação em fraudes na área da saúde. Witzel nega que tenha cometido qualquer irregularidade à frente do governo do Rio. “A vida me forjou nos desafios. Menino pobre, orgulho de uma doméstica e de um metalúrgico. Resistirei. Politicamente, minha história está apenas começando. Juridicamente, minha absolvição com o retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível”, escreveu em seu perfil do Twitter há dois dias. A votação começa às 15h. Caso dois terços dos parlamentares, o equivalente a 47 dos 70 deputados, sejam a favor do impeachment, a denúncia será encaminhada ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O tribunal, então, formará um tribunal misto de julgamento, composto por cinco deputados e cinco desembargadores, para definir os ritos finais do processo. Ao receber a denúncia, o tribunal decretará um novo afastamento, por 180 dias, do governador. Fonte: Agência Brasil
- Ilhéus: Sesau divulga programação de busca ativa de sintomáticos respiratórios nos bairros.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) realiza semanalmente a busca ativa de sintomáticos respiratórios para rastreamento e notificação de casos positivos do novo coronavírus (Covid-19) nos bairros de Ilhéus. Equipes de agentes comunitários e de combate às endemias visitam imóveis e estabelecimentos comerciais, a fim de orientar e sensibilizar a comunidade para a prevenção contra a transmissão do vírus e contra o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Na semana compreendida entre 21 e 25 de setembro, as equipes percorrerão os seguintes bairros, sempre a partir das 8h: nesta terça-feira (22), Tapera; na quarta-feira (23), no bairro Nossa Senhora da Vitória; na quinta-feira (24), Conquista e sexta-feira (25), no Basílio. Segundo a Sesau, a ação é fundamental para controle e planejamento de ações de enfrentamento da doença. As pessoas com diagnóstico positivo para o coronavírus são monitoradas diariamente pela Vigilância Epidemiológica do município. Programação Serviço: Busca Ativa Data: de 22 a 25 de setembro Horário: a partir das 8h Localidades atendidas: Tapera; Nossa Senhora da Vitória; Conquista e Basílio. Fonte: Secom
- Fatura de dívidas adiadas na pandemia começa a chegar para empresas.
A conta das dívidas e pagamentos adiados para tentar conter os impactos da crise do coronavírus começa a chegar ao caixa das empresas. Com o faturamento ainda aquém dos níveis pré-pandemia e baixa demanda, empresários focam em controle de custos e novas renegociações de crédito para sobreviver até o ano que vem. Além dos débitos que os bancos prorrogaram por até 180 dias –prazo que já começa a vencer a partir de outubro–, parcelas dos tributos adiados pelo governo e a volta do pagamento integral de aluguéis e da folha de salários também podem coincidir nos próximos meses e, segundo especialistas, aumentar os níveis de inadimplência. Para as empresas que conseguiram pegar a primeira leva do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), entre junho e julho, os primeiros pagamentos devem começar a acontecer entre fevereiro e março do ano que vem, quando acabam os oito meses de carência do programa. José Ernesto Betteli, responsável pela área financeira do Mumbuca Buffet, em Palmas, no Tocantins, conseguiu tomar recursos do Pronampe e a empresa deve ter fôlego para ir com razoável tranquilidade até o final deste ano. “A boa notícia é que a maioria dos nossos clientes não cancelou os seus eventos, tendo apenas adiado para 2021. Continuamos a segurar custos e o Pronampe vai servir de capital de giro por um tempo”, disse. Segundo a consultora de negócios do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) Leidiane Lima, as medidas anunciadas pelo governo de acesso ao crédito para companhias, como o próprio Pronampe ou o crédito para pagar o salário de funcionários, foram positivas e ajudaram uma parcela importante de empresas a ter caixa para superar a crise, mas a maioria não terá recursos para cobrir as despesas dos próximos meses. “A maior parte dos negócios não está com o caixa preparado. Todo o mundo fez o que pôde, mas muitos terão que partir para uma nova renegociação e, infelizmente, ainda vamos ver algumas empresas fechando as portas”, afirmou. Mesmo aqueles que conseguiram se preparar ainda enfrentaram dificuldades. Gerson Higuchi, dono do restaurante Apple Wood, no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo, afirma que se planejou com base em dois cenários: um otimista, que considerava que a pandemia terminaria entre junho e julho, e um pessimista, que projetava que a crise duraria até final do ano. “Logo no começo eu já comecei a enxugar custos e cheguei a tentar quatro linhas de crédito. Negociamos boletos e aluguéis, aproveitei a deixa para adiar o pagamento de impostos, cancelei contratos com parceiros e prestadores de serviços e desliguei 15 das 20 pessoas da equipe. Também precisei afastar outras duas funcionárias essenciais, uma gestora e outra cozinheira, cujos cargos eu acabei assumindo”, afirmou. Atualmente, Higuchi abre o salão do restaurante apenas entre sexta e domingo. Seu faturamento está entre 10% e 30% dos níveis pré-pandemia. “Nós temos um planejamento para a fase de final de ano, mas se eu disser que consegui fazer caixa, é mentira. É tudo baseado em negociação de contas e o movimento não é constante: tem dias que faço R$ 10, outros que faço R$ 200. E eu já começo a ter receio de pegar crédito porque vou criar mais uma dívida. Pelo menos por enquanto, ainda que aos trancos e barrancos, a empresa está caminhando”, disse Higuchi. Para Vilson Borgmann, presidente do Sipcep (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Paraná), a maior preocupação é com aqueles que pegaram crédito bancário, com prazos menores e juros mais altos do que aqueles oferecidos pelas linhas do governo. “Muitos tomaram crédito bancário porque ou pegava, ou fechava. Nosso setor conseguiu se antecipar para a redução da jornada, o que ajudou a economizar, mas não existe sobra de dinheiro. Todos estão trabalhando no fio da navalha e o medo é que as prestações comecem a chegar e que não haja faturamento para cobrir esses gastos”, afirmou. Segundo o 11º boletim de tendências do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria) com dados do Datafolha, 38% dessas empresas afirmam que não têm capital suficiente para fazer o giro dos seus negócios —e o acesso a crédito ainda ainda afeta 8 em cada 10 micro e pequenas indústrias no estado de São Paulo. Apesar de os últimos dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apontarem que as instituições financeiras emprestaram cerca de R$ 1,8 trilhão de 1º de março a 21 de agosto, incluindo contratações, renovações e suspensão de parcelas, o acesso a esses recursos foi diferente para os diversos setores da economia, o que deve afetar a obrigação de pagamentos de parte considerável das empresas. “O crédito demorou a vir e, quando veio, não atendeu a todos que precisavam dos recursos", disse o presidente da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas e Shopping), Nabil Sahyoun. Procurados, nenhum dos quatro maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) responderam até a publicação desta reportagem. "A maioria das empresas ainda precisa buscar capital de giro, renegociar contas, dívidas vindouras e até o aluguel da loja. Mas com o faturamento ainda longe dos níveis pré-pandemia, a tendência é de aumento da inadimplência”, disse Sahyoun. Isso inclui a quitação de tributos, apesar do impacto ser menor em alguns setores dado que o imposto é pago sobre o faturamento –que está baixo. “Algumas empresas já começam a pagar os tributos adiados mas, em muitos casos, não há preparo do caixa. É claro que, se há restrição de recursos, aspectos sociais, como salários, precisam ser privilegiados. Mas é preciso lembrar que a obrigação tributária não é flexível e traz multa, juros e correção na cobrança”, disse o sócio tributarista da Natal e Mansur Advogados, Eduardo Natal. Jorge Caetano, dono de dois restaurantes na zona norte da capital paulista, afirma que mesmo tendo reduzido seu estoque pela metade, precisou aproveitar todas as oportunidades que teve para não reduzir o quadro de funcionários. “Reduzimos jornada e antecipamos férias. Também peguei o crédito para pagamento da folha e o Pronampe, o que deu um fôlego. Agora, se conseguirmos pegar mais uma leva de recursos, vamos usar para antecipar o pagamento do 13º [salário]”, afirmou. GARANTIAS Segundo o assessor econômico da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens e Serviços de São Paulo) Guilherme Dietze, o que chega de crédito ao mercado tem ido principalmente para empresas que já começam a apresentar algum faturamento e possuem garantias. “Mas existem discrepâncias. No varejo, por exemplo, uma coisa é falar do setor de vestuário, que não teve receita suficiente nos últimos meses. Outra coisa é o setor de móveis e construção, cujo desempenho foi muito bom ante a adoção do home office”, disse. Para o vice-presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) do Bom Retiro, Nelson Tranquez, o setor de varejo de roupas (que predomina na região) tem uma expectativa mais otimista em relação aos últimos meses do ano, quando ocorrem a Black Friday, o Natal e o Ano Novo. “Esperamos que haja um crescimento das vendas até o final do ano, até porque o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro. Estamos começando a retomar a produção e a venda gradativamente e já começamos a ajustar os custos aos pouquinhos”, afirmou. Alguns segmentos específicos, como turismo e serviços, que sentiram forte impacto da crise e ainda não retomaram completamente as atividades, devem sofrer por mais tempo. Associações Folha afirmam que ainda há uma grande preocupação em relação à sobrevivência dos pequenos negócios no médio e longo prazo. Segundo João Emílio Padovani Gonçalves, gerente executivo de política industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria), parte dessa preocupação também vem da heterogeneidade da retomada. “Falta sincronia. Muitas das empresas que querem ou precisam retomar agora não têm fornecedor ou porque fecharam ou porque ainda não estão em condições de produzir. Isso traz dificuldade de acesso à matéria prima e custos mais elevados para o setor”, disse. Ainda de acordo com o levantamento do Simpi, 84% das micro e pequenas indústrias enfrentaram dificuldades com a alta de preços de matérias primas e insumos. Além disso, 30% das companhias afirmou que teve algum fornecedor que faliu ou entrou em recuperação judicial desde o início da pandemia. Como mostraram reportagens da Folha nas últimas semanas, empresas de diversos setores se queixam de escassez ou reajustes excessivos de insumos. O aço, por exemplo, subiu até 35% desde julho, e uma nova alta é esparada para outubro. A alta do algodão já ameaça deixar as roupas mais caras, e o setor calçadista teme que falte produto para as vendas de fim de ano. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que 47,6% das empresas consultadas relataram algum problema para obter insumos, matérias-primas ou mercadorias, principalmente devido a parada total ou parcial da produção no início da pandemia e a explosão de demanda com a volta gradativa das atividades. No caso do material de construção civil, a falta de insumos atinge 55% das empresas do setor, e empresários já são obrigados a adiar a entrega de obras devido à escassez de itens como louça sanitária. “Há uma sensação de que o cenário melhora em relação ao que era, mas ainda estamos longe do nível pré-pandemia. Com todo esse cenário de acúmulo de dívidas, a tendência é que vejamos níveis maiores de desemprego e um cenário ainda mais preocupante no final deste ano e no começo de 2021”, afirmou o presidente do Simpi, Joseph Couri. Fonte: Bocão News













