top of page

Resultados da busca

Buscar neste site

1765 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Flamengo convoca João Lucas e três da base para 'batalha' contra o Barcelona.

    Domènec Torrent ganhará os reforços do zagueiro Natan e dos atacantes Guilherme Bala e Rodrigo Muniz. A FOX Sports transmite, nesta terça, às 19h. Com diversos desfalques para a partida contra Barcelona, ​​nesta terça-feira, que o FOX Sports transmite com exclusividade, a partir das 19h, o Flamengo recorreu aos atletas que sabidos no Rio de Janeiro. Ao todo, quatro vão reforçar a equipe de Domènec Torrent. O mais aguardado é João Lucas, latera-direito, já que Isla e Matheuzinho foram diagnosticados com Covid-19. O ex-Bangu, que chegou a ser titular com a saída de Rafinha, se lesionou antes da chegada do chileno. E ele vai para o jogo decisivo diante dos equatorianos. Os outros três atletas são do time sub-20: o zagueiro Natan e os atacantes Guilherme Bala e Rodrigo Muniz. Apenas o defensor, de 19 anos, ainda não atuou pelo profissional do clube. Bala, de 19 anos, já fez uma partida neste ano, enquanto Muniz, também da mesma idade, é o mais 'experiente': três partidas e um gol anotado, este na vitória por 3 a 2 sobre o Volta Redonda. Na Libertadores sub-20, ele tem quatro tentos em quatro partidas disputadas. Além de Diego Alves e Pedro Rocha, que nem viajaram, Dome ganhou outros desfalques no Equador: Gabriel Barbosa, machucado, e outros seis com Covid: Isla, Matheuzinho, Filipe Luís, Michael, Bruno Henrique e Diego Ribas. Gustavo Henrique, expulso contra o Del Valle, também é baixa. Com isso, o provável Flamengo titular deve ser o seguinte: César; João Lucas, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Renê; Arão, Thiago Maia e Gerson; Éverton Ribeiro, Pedro e Arrascaeta. Apenas mais seis atletas que já estava no Equador ficam à disposição, além dos quatro convocados de última hora: Gabriel Batista, Hugo, Thuler, Gomes, Vitinho e Lincoln. Segundo lugar do grupo A, com seis pontos, o Flamengo vem de uma goleada sofrida por 5 a 0 e espera sair da crise no jogo diante do Barcelona, ​​que ainda não pontuou. O FOX Sports transmite o duelo, nesta terça, com exclusividade, a partir das 19h, enquanto o ESPN.com.br faz o tempo real da partida com vídeos exclusivos. Fique Ligado! Fonte: Fox Sports

  • Seis jogadores do Flamengo testam positivo para covid-19; saiba quais.

    OFlamengo informou na noite deste domingo (20) que seis atletas do seu elenco receberam diagnóstico positivo para Covid-19 em exame realizado antes da partida contra o Barcelona de Guayaquil, pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O jogo está marcado para as 19h15 de terça-feira (22) e se tornou ainda mais importante para o time do técnico espanhol Domènec Torrent após a goleada de 5 a 0 sofrida para o Independiente del Valle, na última quinta (17), também no Equador. Sem jogo do Campeonato Brasileiro neste fim de semana, já que a sua partida da 11ª rodada, contra o Goiás, foi adiada, o elenco permaneceu no país se preparando para o duelo contra o Barcelona. O Flamengo não informou o nome dos jogadores com teste positivo, mas disse que todos estão assintomáticos, em isolamento na concentração e assistidos pelo departamento médico do clube. O meio-campista Diego Ribas confirmou nas redes sociais que é um dos infectados pelo coronavírus. Os outros, conforme noticiado por parte da imprensa que faz a cobertura do clube, seriam Bruno Henrique, Michael, Filipe Luís, Matheuzinho e Isla. Dos 25 jogadores que embarcaram para o Equador na semana passada, apenas 17 estão disponíveis, devido aos casos de Covid-19, lesões ou suspensão. Fonte: Bocão News

  • Prefeitura de Salvador assina acordo para proteger médicos do grupo de risco da Covid-19.

    O Município de Salvador assinou um acordo judicial para adotar critérios objetivos para afastar e realocar médicos do grupo de risco da Covid-19. O acordo, proposto pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) foi assinado na última quinta-feira (17), com a participação do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), autor da ação. A prefeitura avaliou a proposta de acordo e concordou em participar do entendimento, que já tem a adesão da rede privada de saúde e segue avançada com as redes federal e de santas casas. “O acordo é fruto do entendimento entre sindicato e representantes das redes de saúde. Ele é extremamente importante por oferecer critérios objetivos para a adoção, pelos empregadores, de medidas de proteção dos médicos”, avalia Séfora Char, procuradora do MPT que atuou no processo. Acordo é o segundo feito dentro da ação que estabelece regras para o afastamento do trabalho ou a realocação de postos de profissionais médicos integrantes de grupos de risco para evitar o contágio da Covid-19. Já firmaram entendimento a redes municipal de Salvador e a rede privada. Nessas redes, já existem critérios e protocolos mínimos obrigatórios para os empregadores, como por exemplo a garantia de licença remunerada ou transferência para outras funções dos médicos do grupo de risco que atuam na linha de frente, que inclui não só as unidades especializadas em Covid, mas quaisquer unidades que rebem pacientes diretamente. Outros dois acordos estão em fase final de negociação, envolvendo a rede de saúde pública federal na Bahia e as santas casas. A única negativa de negociar um acordo partiu do governo do estado, responsável pelas unidades públicas estaduais. Os critérios estabelecidos no acordo seguem as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para prevenção de contágio da doença, inclusive adotando os critérios para inclusão ou não em grupo de risco. Os acordos estão sendo discutidos e firmados no Centro de Conciliação de 1º Grau do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (Cejusc1), pela juíza Clarissa Magaldi. A ação judicial está paralisada enquanto as partes estão negociando os acordos por setor. Outras ações semelhantes movidas por sindicatos profissionais do setor de saúde, como enfermeiros, técnicos de enfermagem, servidores públicos da saúde, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos. A pedido do MPT, o caso foi remetido para o Centro de Conciliação do Tribunal mediar os interesses de cada um dos réus do processo com as necessidades dos profissionais de saúde para a construção de documentos que efetivamente ofereçam proteção aos profissionais e segurança jurídica para os empregadores. Os procuradores Rosineide Moura e Luís Barbosa, que também atuam o caso, informaram que a assinatura de acordos semelhantes com as santas casas e com a rede federal pode acontecer nas próximas semanas. Com o acordo, médicos integrantes de grupos de risco, classificados segundo critérios estabelecidos pela Anvisa, não poderão atuar no atendimento de pessoas com sintomas da Covid-19 em unidades especializadas nem em emergências e serviços de saúde abertos, onde há possibilidade de atendimento de pacientes contaminados pelo novo coronavírus. O acordo prevê o afastamento dos profissionais enquadrados nos critérios ou a sua relocação para funções em que não tenham contato com pacientes suspeitos de contaminação. Fonte: Bahia Notícias

  • Governo e aliados discutem corte de R$ 30 bi e avaliam programa social em 2021.

    Membros do governo debateram neste fim de semana com o senador Márcio Bittar (MDB-AC) o Pacto Federativo. A proposta corta gastos obrigatórios e abre caminho para novas despesas a partir de 2021. Os cálculos atualizados apontam para um potencial de economia acima de R$ 30 bilhões no próximo ano, enquanto uma versão mais enxuta pouparia quase R$ 20 bilhões. Os números, porém, ainda dependem do modelo final a ser aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas discussões, está sob análise a viabilidade de o espaço proporcionado pelo corte de despesas ser ocupado por um novo programa social, apesar do recado do presidente na semana passada de que não se fala mais em Renda Brasil. Mesmo após a orientação, aliados do presidente insistem que é necessário trabalhar em uma iniciativa para a baixa renda, mesmo que com outro nome. Caso contrário, tal iniciativa cairia na mão "da esquerda". O próprio Bittar, relator do Orçamento, já anunciou que pretende discutir um novo programa para 2021. "O presidente me autorizou", disse o senador após se encontrar com Bolsonaro na semana passada. O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse na última semana que o programa vai ser previsto tanto na PEC quanto no Orçamento, mas que só haverá valores definidos após votação no Congresso e com a redução das despesas. “O senador [Bittar] colocará na PEC do Pacto Federativo o conceito do que será o programa e no Orçamento os valores para esse novo programa. A definição do valor só acontecerá na votação do Orçamento e dependerá da operação de descarimbar o dinheiro [via PEC do Pacto]”, afirmou Barros na quinta-feira (17) em live com investidores. As conversas sobre o programa ainda incluem um rol de possibilidades. Não está descartado apresentar uma proposta só em 2021, diante da dificuldade de fechá-lo a tempo e também pela dúvida acerca da existência de recursos. A equipe econômica calculava uma necessidade de pelo menos R$ 20 bilhões serem destinados para o Renda Brasil. As conversas ocorrem com Bittar também porque ele é relator da PEC (proposta de emenda à Constituição) do Pacto Federativo. Apresentada pelo governo, ela tramita no Congresso há mais de dez meses e tem como objetivo desobrigar, desvincular e desindexar diferentes despesas. Seu relatório sobre a PEC está praticamente pronto. O senador agora analisa o texto em parceria com membros do Executivo. A decisão é mais política do que técnica, de acordo com os envolvidos. Neste momento, a proposta de Bittar vai um passo além do texto criado pela equipe econômica no ano passado. Em um dos trechos mais importantes, elimina o piso de recursos para saúde e educação no país. Hoje, a Constituição obriga a União a destinar às duas áreas o montante aplicado no ano anterior mais a inflação. A proposta de Bittar eliminaria totalmente essa norma (a do governo apenas somava os dois pisos, permitindo ao governante mover recursos entre uma e outra área). Estados e municípios, que têm pisos para saúde e educação calculados com base na receita, também não teriam mais a obrigação constitucional. Guedes queria eliminar os pisos originalmente, mas apresentou proposta mais branda ao Congresso ao ser aconselhado por técnicos sobre uma possível reação à medida. Agora, tem apoiado a iniciativa via Congresso argumentando que o reajuste pela inflação não garantiria a proteção das pessoas. Para ele, a pandemia seria uma prova disso. "Não havia proteção à saúde brasileira corrigida por gastos indexados. Quem deu a resposta foi o governo e a classe política [ao liberar recursos]. Está provado que a indexação não protege ninguém", disse Guedes em evento virtual na semana passada. Lógica similar se aplicaria à educação, segundo ele. "O IPCA está em 1,6%. Vocês acham que a educação está mais protegida se der 1,6% de aumento ou fazer o Fundeb, que foi 120% de aumento?", questionou na ocasião. Para se ter uma ideia, a União precisa aplicar em 2020 no mínimo R$ 54,4 bilhões em ensino, conforme dados do Tesouro sobre execução orçamentária. Em saúde, R$ 121,2 bilhões. Outra medida com potencial de impacto significativo no texto de Bittar é o aval para reduzir em até 25% jornada e salário de servidores. Nesse caso, a proposta já estava no texto original. Cada chefe de Poder poderá dizer em que áreas isso vai ocorrer. Também haverá os gatilhos que proíbem promoção, aumento de salário, progressão de carreiras e pagamento de benefícios. Os debates são feitos restritamente porque o governo e os demais envolvidos querem evitar que propostas fiquem conhecidas antes da concordância da Presidência. Esse tipo de precaução é tomada após o presidente ter vetado o congelamento das aposentadorias, após uma entrevista do secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, sobre o assunto. A proibição comprometeu os planos da equipe econômica e retirou R$ 17 bilhões de economia em 2021. Apesar da sinalização de que tudo ainda tem de passar pela ala política do governo para haver alinhamento, aliados no Congresso aguardavam durante este fim de semana o Pacto Federativo já para esta semana, assim como a reforma tributária. Uma proposta ampla de desoneração da folha de salários, acompanhada da criação de um novo imposto sobre pagamentos, está sendo discutida para buscar manter os vetos de Bolsonaro à desoneração de 17 setores e também à isenção de igrejas. “Acho que os vetos serão mantidos, porque o governo mandará uma proposta para solucionar o problema de maneira articulada”, afirmou Barros. “Para desoneração dos 17 setores, qual a proposta do governo? É desonerar todos os setores permanentemente, e não só 17 por um ano”, disse. “A proposta precisa ser encaminhada. Se for, pode-se convencer os parlamentares de que vamos aprovar isso e manter o veto”, afirmou Barros na live de quinta. Fonte: Bahia Notícias

  • TJ-RJ decide que Cristiane Brasil continuará presa.

    Defesa de ex-deputada pediu relaxamento e conversão da prisão. O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, rejeitou hoje (20) os pedidos de relaxamento, revogação, substituição e conversão da prisão preventiva da ex-deputada federal Cristiane Brasil, detida em 11 de setembro por decisão da 26ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Além de rejeitar os pedidos da defesa da ex-deputada, o presidente do TJ-RJ determinou o cumprimento imediato de uma decisão do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para a redistribuição da ação penal inicial e conclusão ao desembargador do Órgão Especial, que será sorteado amanhã (21) para analisar o caso. A defesa de Cristiane Brasil pediu relaxamento e conversão da prisão preventiva ao Plantão citando a decisão do ministro do STJ, que, ao receber o pedido de habeas corpus da ex-deputada, determinou que o pedido de liberdade fosse analisado pelo TJ-RJ em 24h. Os advogados que representam a ex-deputada federal já haviam pedido sua liberdade em 14 de setembro, e o pedido foi distribuído para que o desembargador Luciano Silva Barreto decidisse. Porém, o desembargador Marco Antonio Ibrahim, que integra o Órgão Especial do TJ-RJ, entendeu que o pedido cabia a ele, uma vez que homologara o acordo de colaboração premiada que subsidiou a denúncia. O TJ-RJ explica que, quando a ação penal e todas as medidas cautelares vinculadas passaram para Ibrahim, Barreto extinguiu sem mérito o habeas corpus. Diante disso, a defesa requereu a liberdade junto ao STJ. Segundo o TJ-RJ, entre as alegações da defesa está o fato de Cristiane Brasil ser candidata a prefeita do Rio de Janeiro na eleição municipal, e que a prisão teria caráter político. Na decisão, o presidente do TJ-RJ afirmou que “o exercício do ius honorum e sua condição de política profissional em nada influenciam na análise da questão posta, a uma porque a análise que se pretende é eminentemente técnico-jurídica, com fundamentação descritiva de livre convencimento motivado. Além disso, a candidatura de cidadão, de per si, não lhe confere imunidade material ou formal". O desembargador afirma ainda que a colaboração premiada utilizada na investigação dá conta da "constante ingerência da paciente na celebração dos contratos e indicação de pessoas", e que "a custódia cautelar se mostra imprescindível para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal". Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa de Cristiane Brasil afirmou que a defesa ainda não havia tido acesso à decisão. O caso Segundo o MP, as investigações que levaram à prisão da ex-deputada constataram fraudes em contratos para diversos projetos sociais na Fundação Leão XIII, entidade estadual voltada para o atendimento a populações de baixa renda e moradores de rua do Rio de Janeiro, e também nas secretarias municipais de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida e de Proteção à Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, de 2013 a 2018. Ainda de acordo com o MP, a organização criminosa era composta por três núcleos, o empresarial, o político e o administrativo, atuando para que fossem direcionadas licitações no município do Rio e no estado, visando à contratação fraudulenta das empresas Servlog Rio e Rio Mix 10, mediante o pagamento de propinas a servidores públicos, que variava de 5% a 25% do valor do contrato. Com o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE), constatou-se que as fraudes licitatórias efetivamente causaram danos aos cofres públicos em contratos que, somados, chegam a R$ 117 milhões. Fonte: Agência Brasil

  • Prefeitura de Ilhéus: Nota de pesar.

    A Prefeitura de Ilhéus manifesta profundo pesar pelo falecimento do pré-candidato a prefeito de Coaraci, Kadu Castro, ocorrido neste domingo (20), vítima da Covid-19. Kadu estava internado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Ele era sobrinho de Josefina Castro, ex-prefeita de Coaraci, e trabalhou como Superintendente do Fundo Municipal de Saúde da Prefeitura de Ilhéus. Neste momento de tristeza, a Administração Municipal presta as sinceras condolências e se solidariza com a dor de seus familiares e amigos por esta inestimável perda. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte todos. Fonte: Secom

  • Vocalista da Banda Chicana morre ao capotar veículo na BR-116.

    Na tarde deste sábado (19), o cantor da banda baiana Chicana, Tarcísio Freitas de Oliveira (Tay), 36 anos, morreu em um acidente de carro, na BR-116, trecho entre as cidades de Tanquinho e Feira de Santana. De acordo com Edilson Freitas, irmão mais velho do cantor, Tay voltava da cidade de Candeal, que fica a cerca de 60 km de Feira de Santana, onde o artista morava. O cantor tinha se apresentado no município e retornava para casa quando o acidente aconteceu, por volta das 17h. Ainda segundo Edilson, Tay tentou desviar de um carro que fazia uma ultrapassagem e o veículo que ele dirigia acabou capotando e saindo da pista. Ele viajava sozinho e morreu no local do acidente. Equipe da Polícia Civil esteve no local do acidente para acompanhar a perícia e o levantamento cadavérico. O corpo de Tay foi levado para Instituto Médico Legal (IML) de Feira de Santana, e foi liberado na noite deste sábado. O local e horário do sepultamento ainda não foram definidos pela família. Antes do acidente, o cantor Tay postou uma selfie nas redes sociais com a legenda “Vou ali e volto já”. Em seguida, ele postou outra foto dele com parte da letra da música “O que é, o que é”, de Gonzaguinha. O trecho usado pelo cantor diz: “E a vida, e a vida o que é, diga lá meu irmão”. Depois, o artista ainda chegou a postar um vídeo em que mostra a estrada, durante a viagem de volta para casa, e no qual ele deseja bom final de semana aos seguidores. Muitos fãs comparavam o timbre da voz dele ao de Bell Marques, ex-cantor da banda Chiclete com Banana e um dos ícones do axé. Nas redes sociais do grupo Chicana e também do cantor Tay, dezenas de fãs lamentaram a morte do artista. O vocalista da Banda Chiclete com Banana gravou um vídeo falando da importância de Tay na música baiana. Fonte: Via 41

  • 63 pessoas são presas, rinha de galo é desmontada e mais de 200 animais são resgatados na BA.

    Uma rinha de galo foi desmontada e mais de 200 animais vítimas de maus tratos foram resgatados, na Bahia, em uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Polícia Civil, Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV/BA) e ONG Animallia. Além disso, 63 pessoas foram detidas. A ação chamada "Operação Bakiva" foi deflagrada na tarde deste sábado (19), em uma localidade da zona rural do município de Glória (BA) e em pontos distintos dos bairros Moxotó, Pedra Cumprida e Perpétuo Socorro, na cidade de Paulo Afonso. Na ocasião, foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão. Ao entrarem em um dos pontos focais, os policiais constataram que cerca de 40 pessoas participavam de uma competição ilegal, onde galos eram colocados em ringues, para duelarem entre si, muitas vezes até a morte. Os agentes também encontraram dezenas de animais, encobertos e amarrados, com restrição de movimento, privação de luz e sem circulação de ar, em condições evidentes de maus tratos. Muito deles estavam bastante machucados, afirmou a PRF. Ao todo, foram resgatados 229 galos, em grande maioria da espécie galo-índio. Os animais apresentavam ferimentos na crista, no peito, no pescoço, nas asas e na cabeça. De acordo com a PRF, muitos foram mutilados e tiveram as esporas cortadas. Alguns deles estavam banhados de sangue, por causa das lutas que foram submetidos. Os responsáveis foram identificados e, cada um, assinou o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Eles responderão na Justiça Criminal por condutas de maus tratos a animais. Foram lavrados mais de 60 TCOs e todos se comprometeram a comparecer quando intimados. Além disso, a PRF informou que foram apreendidos vários materiais utilizados nas rinhas como biqueiras, esporas, gaiolas, balanças, tesouras, medicamentos, cadernos com anotações e uma certa quantidade em dinheiro que estava sendo aplicado nas apostas. Conforme a PRF, um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, e um revólver com cinco munições foi encontrado em um dos locais de busca. Os animais foram triados, alimentados e tratados por equipes de veterinários, biólogos e demais profissionais capacitados e foram levados para o setor de aves do IFBA, em Senhor do Bonfim, onde passarão por um processo de recuperação e readaptação. A PRF informou que, as rinhas ou lutas ou brigas de galo são, para alguns, considerados um “lazer", cuja prática é antiga no Brasil e tem como maior objetivo a questão do dinheiro. São realizadas apostas (jogo de azar) em ambientes clandestinos. A prática envolve maus-tratos, mutilações, ferimentos e abusos físicos. Em muitos casos, as penas da cabeça e da parte superior da coxa são arrancadas para que fiquem expostas a fim de exibir a musculatura e há relatos de usos de substâncias químicas metabólicas a fim de aumentar sua “competitividade”, extremamente prejudiciais à saúde dos animais. A PRF alertou ainda, que as denúncias nas rodovias podem ser realizadas através do telefone 191, que funciona em todo o Brasil. A ligação é gratuita e não é preciso se identificar. Fonte: Verdinho Itabuna

  • Chuva preta e dia escuro: As dificuldades que as queimadas no Pantanal e na Amazônia podem causar.

    Consequências causadas por incêndios de grandes proporções em biomas brasileiros devem ser sentidas em diferentes cidades. As consequências dos incêndios que afetam os biomas brasileiros podem ser notadas em diversas cidades do país. As queimadas intensas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado atingem, além das regiões mais próximas, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A fumaça e as partículas liberadas pelos incêndios são levadas pelo vento a outras regiões. Como consequência, segundo especialistas, o céu desses locais pode adquirir cores incomuns e há riscos de chuva com coloração preta. Nos últimos dias, a fumaça dos incêndios nos biomas brasileiros, e também da Bolívia, avançou para locais como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e municípios de Minas Gerais, segundo a Metsul Meteorologia. Essa fumaça já havia chegado ao Sul do país. No último dia 13, houve relatos de chuva preta na cidade de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. A suspeita é de que a coloração escura tenha sido causada pelos incêndios no Pantanal, que enfrenta o pior período de queimadas das últimas décadas. Houve registro de chuva escura também em municípios de Santa Catarina, na última quinta-feira (17/09). A Defesa Civil do Estado confirmou que eram precipitações contaminadas por partículas de fumaça de incêndios no Pantanal. Nos próximos dias, segundo serviços meteorológicos, existe a possibilidade de registro de chuva preta na cidade de São Paulo, que está encoberta por fumaça dos incêndios florestais. Em agosto do ano passado, houve precipitações escuras em alguns pontos da capital paulista e regiões próximas. O céu tomado pela fumaça, que hoje preocupa moradores do Sul e Sudeste, é uma realidade frequente nos nove estados que compõem a Amazônia Legal — como Acre, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. As pessoas que vivem nessas regiões sofrem diretamente os impactos das queimadas intensas e podem ser expostas a níveis de poluição do ar acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas apontam que os riscos da fumaça que avança pelo país são menores que os problemas enfrentados pelas pessoas que moram nas proximidades dos biomas duramente afetados pelas queimadas. Apesar disso, a situação é considerada preocupante, por ser um reflexo do aumento dos incêndios florestais no Brasil. Os incêndios e a fumaça De janeiro a meados de setembro deste ano, foram registrados 69,5 mil focos de calor (que costumam representar incêndios) na Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Somente na primeira quinzena deste mês, na Amazônia, houve crescimento de 86% de focos de calor em comparação ao mesmo período do ano passado. No Cerrado, foram registrados 40,8 mil focos de calor de janeiro a meados de setembro deste ano. Somente nas duas primeiras semanas deste mês foram 13,6 mil registros, crescimento de 9,21% em comparação ao mesmo período em 2019. Já o Pantanal teve o maior crescimento de focos de calor entre os biomas neste ano. Os registros aumentaram 219%, em comparação ao mesmo período de 2019 — de janeiro à primeira quinzena de setembro. Até sábado (19/09), havia 15,9 mil focos correspondentes a 2020. Somente nas duas primeiras semanas de setembro deste ano foram registrados 5,3 mil focos de calor no Pantanal. Em 2019, no mesmo período, havia 1,6 mil. Os números confirmam que o mês de setembro deste ano tem sido marcado por queimadas intensas. As partículas geradas por esses incêndios são notadas em diversas partes do país por meio do céu, que pode ficar esbranquiçado ou alaranjado. O meteorologista Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), relata que, além da fumaça, situações como a poluição causada por automóveis e a poeira em suspensão — em regiões nas quais há muito tempo não chove — também colaboram para alterar a coloração do céu. Quando associada à frente fria, a fumaça pode fazer com que o "dia vire noite", como aconteceu em São Paulo, em uma tarde de agosto do ano passado. Para chegar a diferentes regiões, a fumaça é carregada por meio dos ventos. "Esses ventos que levam a fumaça vêm de regiões oceânicas do Atlântico Tropical, entram no continente, passam pela Amazônia, pelo Cerrado e pelo Pantanal e seguem para o Sul e Sudeste, por conta da barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles também chegam à Bolívia, Argentina e Paraguai", explica o pesquisador Nilton Évora do Rosário, que estuda a poluição do ar. "No verão, essa massa de ar costuma chegar carregada de umidade às regiões Sul e Sudeste (fenômeno conhecido como rios voadores). Mas no período de queimadas, transporta essa fumaça, que é o que existe na atmosfera", acrescenta Rosário, que é professor do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os efeitos causados pelos incêndios nos biomas brasileiros podem viajar milhares de quilômetros. "A fumaça dos incêndios na Califórnia (nos Estados Unidos), por exemplo, foi detectada na Europa. Essa fumaça costuma ser depositada ao longo do percurso, mas, dependendo da intensidade, pode viajar por dois ou três mil quilômetros facilmente", relata o pesquisador Paulo Artaxo, doutor em física atmosférica pela Universidade de São Paulo (USP). "Essa fumaça do Brasil, passando por São Paulo, faz parada até o Atlântico Sul e pode seguir para a África. Mas ela vai enfraquecendo, pois é depositada ao longo do tempo", acrescenta Artaxo. O especialista em física atmosférica detalha algumas possíveis consequências da fumaça levada a outras regiões do Brasil ou do mundo. "Ela pode ter efeitos à saúde. Além disso, pode reduzir a radiação no ecossistema por causa da absorção da atmosfera, alterar a fotossíntese e prejudicar atividades agrícolas", diz Artaxo. Após a chegada da fumaça à região Sudeste, a Metsul Meteorologia alertou que a situação pode piorar a qualidade do ar e causar problemas a pessoas que têm dificuldades respiratórias. A situação se torna ainda mais difícil no atual cenário da pandemia de coronavírus. Fonte: G1

  • A Lei de Proteção Dados e as eleições.

    Depois de um dos mais conturbados processos legislativos da história, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) entrou finalmente em vigência, na sexta-feira (18). Para quem não acompanha o assunto, trata-se de uma lei abrangente que cria novos direitos e deveres relacionados a qualquer tipo de uso de dados. É uma lei tão importante quanto foi o Código de Defesa do Consumidor no início dos anos 1990. Hoje, para a maioria das pessoas, é impensável comprar um produto defeituoso e a loja se recusar a trocar. Pois bem, a LGPD terá um impacto similar. Ela permite que os titulares de dados (todos nós) possam pedir para retificá-los, revelar quais informações existem a seu respeito e também solicitar que a análise deles pare de ser realizada. O termo geral não está no nome da lei por acaso. Toda e qualquer pessoa física e jurídica que utilize dados pessoais de alguma forma deve obedecer. Isso inclui não só empresas mas também governos, órgãos públicos, partidos políticos e os próprios candidatos. O impacto para as eleições de 2021 no Brasil será imediato e relevante. Nos últimos anos, muitos foram os escândalos relacionados ao uso indevido e abuso de dados de eleitores no processo eleitoral. Com a entrada em vigência da LGPD no Brasil, há a possibilidade de mudanças significativas nas campanhas. Pelos termos da lei, o candidato e seu partido são considerados controladores com relação a quaisquer dados que utilizarem. As empresas contratadas pelos partidos e candidatos que usam dados em nome deles são consideradas operadoras. Todos têm um ponto em comum: respondem com muitas de até R$ 50 milhões por infração à lei. Por exemplo, para que partidos, candidatos ou empresas contratadas possam usar dados pessoais de eleitores, será necessário haver o consentimento livre, prévio e informado por parte de cada pessoa. Esse consentimento não pode ser implícito nem se pressupõe. É necessário que o eleitor efetivamente manifeste sua vontade (e haja prova disso) para que o dado seja usado. Um exemplo prático são as listas de distribuição de WhatsApp. Se um partido possui o número de celular de um eleitor, isso é um dado pessoal. Para usar esse dado mandando uma mensagem, vale a regra acima: consentimento prévio. O eleitor pode pedir aos partidos e candidatos que revelem as informações que têm sobre eles e solicitar que seus dados sejam deletados. Qualquer uso indevido abre as portas para punições como a mencionada acima. É verdade que a lei 13.709 adiou para agosto de 2021 a aplicação das sanções administrativas da LGPD. No entanto, esse adiamento diz respeito especificamente a sanções realizadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que ainda nem sequer foi criada. Nada impede hoje que o Poder Judiciário aplique ele mesmo as sanções previstas na lei. Desse modo, partidos, candidatos e empresas por eles contratadas terão de repensar cuidadosamente sua política de dados. O uso e abuso da distribuição de mensagens por WhatsApp que caracterizou as eleições passadas, neste ciclo eleitoral, poderá configurar-se não só como infração eleitoral mas também infração à LGPD. Fonte: Bocão News

  • Pagamento do auxílio emergencial para Bolsa Família é retomado nesta segunda.

    ACaixa Econômica Federal retoma, nesta segunda-feira (21), o pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial para os beneficiários do Bolsa Família com NIS (Número de Identificação Social (final 3). Ao todo, serão feitos pagamentos para 1,6 milhão de cidadãos, segundo o banco. As famílias que participam do programa e se enquadram nas regras federais são as primeiras a receber a sexta parcela do benefício pago na pandemia de coronavírus, agora chamado de auxílio extensão pelo governo. No entanto, nem todos que receberam as primeiras cinco parcelas terão direito às novas cotas, por causa da alteração dos critérios para ter a renda, que tirou quase 3 milhões de pessoas do Bolsa Família da lista dos beneficiados. Além disso, a grana a ser paga é menor, caiu de R$ 600 para R$ 300. Mães chefes de família continuam tendo direito à cota dupla. Assim, o valor total, nestes casos, cairá de R$ 1.200 para R$ 600. Outra mudança é que, nos lares em que se permitia receber até três cotas (uma dupla por causa da mãe responsável pelo lar e outra se houvesse mais um informal na casa) não há mais essa possibilidade. Dessa forma, em algumas famílias, o valor mensal recebido cairá de R$ 1.800 para R$ 600, o que preocupa os participantes do programa, que terão dificuldades, inclusive, para arcar com os itens da cesta básica, em alta na pandemia. Segundo a Caixa, na sexta-feira (18), o banco atingiu a marca de R$ 200 bilhões pagos em auxílio emergencial, que chegou a 67,2 milhões de brasileiros. Fonte: Bocão News

  • Crianças que presenciam violência policial podem desenvolver estresse pós-traumático.

    Uma criança de cinco anos vê seu pai, que a tem no colo, sob a mira de uma arma. Ela o presencia, ainda, cair no chão após levar uma chave de braço. Se antes sentia-se em casa na comunidade em que vive, hoje precisa ser acalmada pelo pai a cada vez que este cobre os 25 metros que separam a porta do lar do portão do terreno. O caso do filho de Valdenir Alves dos Santos, 45, o mestre Nenê, ilustra as consequências que pode sofrer uma criança exposta à violência. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, elas podem ter estresse pós-traumático e desenvolver depressão e ansiedade. Naquele 19 de agosto, o mestre de capoeira estava com seu filho no colo, em frente à sua casa na favela do Mangue, zona oeste de São Paulo. A reportagem questionou a Polícia Militar, por meio da Secretaria da Segurança Pública, sobre quais os protocolos que orientam os agentes durante uma abordagem policial em que há crianças no local. Se há algum protocolo, a secretaria não o compartilhou com a reportagem. Em nota, o órgão afirma que "abordagens e ações são elaborados respeitando a legislação vigente, incluindo o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos". Segundo a Polícia Militar, os agentes são orientados a "avaliar o cenário e a gravidade [da ocorrência] para o emprego da técnica adequada a cada situação". A Constituição Federal prevê, no art 227, que o Estado, em conjunto com a família e com a sociedade, tem o dever de assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à vida e à saúde (física e mental), de maneira a "colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão". O ECA reafirma o que diz a Constituição, determinando que qualquer política pública seja pensada dando prioridade absoluta à criança e ao adolescente. Com base nessas premissas, segundo Pedro Hartung, advogado e coordenador do programa Prioridade Absoluta do Instituto Alana, entende-se que em todas as ações policiais em que há presença de crianças, deve-se pensar primeiro nelas, estejam elas direta ou indiretamente envolvidas na ação policial. Isso porque são mais vulneráveis e suscetíveis, positiva e negativamente, à influência do ambiente. Sobre o caso do mestre Nenê, Hartung aponta que, pelo descrito pela vítima, havendo uma criança em seu colo, é possível que a polícia tenha empregado uso desproporcional da força. Negro, mestre Nenê afirma ter sido vítima de racismo ao ser abordado como suspeito de um crime que não cometeu. Ele foi agredido, jogado ao chão e sufocado com uma prática proibida, chegando a desmaiar. O filho assistiu a tudo. Mestre em psicologia clínica, Lucas Veiga explica que a experiência de uma criança que presencia um conhecido, em especial o pai ou a mãe, sendo vítima de violência pode desenvolver um trauma. O mais comum, nestes casos, é o Tept (transtorno de estresse pós-traumático). Os sintomas mais recorrentes do Tept são distúrbios do sono (dificuldade para dormir ou pesadelos violentos recorrentes), distúrbios alimentares (dificuldade em se alimentar ou compulsão), ansiedade, falta de concentração, choro intermitente e medo constante. "A criança fica com medo de sair de casa; pode apresentar quadros de ansiedade quando se deparar com um carro da polícia, por exemplo, porque o veículo remete ao trauma", diz. A psicóloga Maria Célia Malaquias, coautora do livro "Psicodrama e Relações Étnico-Raciais" (ed. Ágora), diz que uma criança que presencia uma abordagem policial violenta contra seu pai ou mãe passa por uma experiência tão forte e traumática que é como se essa criança experimentasse a sensação de morte do pai e a sua própria. "Ao viver algo de tamanha intensidade, a criança provavelmente não poderá compreender racionalmente o que aconteceu." Compreender e expressar o que aconteceu e quais os sentimentos oriundos do trauma formam o principal caminho para lidar com possíveis transtornos causados pela situação. Apesar disso, nem sempre é necessário o acompanhamento psicológico imediato, segundo Veiga. Antes de mais nada, os pais, a escola e as pessoas próximas à criança devem acolher sua angústia e incentivá-la a expressar seus sentimentos por meio de conversas e desenhos, por exemplo. "A ausência da possibilidade de elaboração do trauma pode fazer com que os sintomas de estresse pós-traumático perdurem por muitos anos", diz o psicólogo, afirmando que a criança pode se tornar um adolescente ou mesmo um adulto deprimido ou ansioso. "A criança traumatizada precisa saber que está tudo bem chorar e ter medo", afirma. O sinal de alerta para a busca por um especialista é a persistência ou piora dos sintomas. Até os seis anos, as crianças estão em plena fase de desenvolvimento, inclusive do cérebro. É nessa etapa que o ser humano está mais suscetível ao ambiente, segundo Malaquias, e por isso é tão importante evitar o trauma ou, caso ele ocorra, tratá-lo. Um estudo realizado por pesquisadores do Centro Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli em 2004 já indicava um cenário preocupante de exposição de crianças à violência urbana. Após entrevistarem 500 crianças da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 12 anos, os pesquisadores observaram que 12,1% das crianças já haviam presenciado um assassinato ou morte. O estudo constatou ainda que, das 500 crianças entrevistadas, 15,7% tinham sintomas compatíveis com distúrbios como depressão e ansiedade. Em 2019, pesquisadores americanos da Universidade do Sul da Califórnia estudaram o impacto da exposição de jovens com idade entre 11 e 19 anos a eventos traumáticos online, por meio de vídeos de pessoas de grupos étnicos minoritários sendo agredidas, presas ou rendidas. A conclusão foi que a exposição a esse tipo de conteúdo na internet estava diretamente relacionada a prevalência de sintomas de estresse pós-traumático. Os efeitos da violência sobre jovens são, além de psíquicos, físicos. Crianças que sofrem de Tept podem ter como sintomas atraso no crescimento e ganho de peso. Uma criança que assiste a um ato violento contra seu pai pode se sentir desamparada e frustrada. Para Veiga, é possível que ocorra uma ruptura na imagem do pai como "herói", promovendo na criança a sensação de impotência. Malaquias aponta que, quando a criança vê seu pai sendo agredido e abordado de forma violenta, a sua estrutura de confiança se vê destruída. "Se o pai, que é forte e grande, aos olhos da criança, sofre uma violência, quem a protegerá? O medo dela é enorme. Essa criança e esse pai precisam ser acolhidos", afirma. Fonte: Bahia Notícias

bottom of page