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  • Adolescente é espancada pelo pai na BA e relata que motivo é ela ser lésbica.

    Uma adolescente de 16 anos relatou que foi espancada pelo pai, pelo fato dela ser lésbica. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (9), na cidade de Ipiaú, sudoeste da Bahia. A avó materna da garota procurou a delegacia para registrar a ocorrência, e o suspeito foi intimado pela unidade. De acordo com informações da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a idosa procurou a delegacia logo após a agressão e informou que a neta era agredida constantemente por causa de sua orientação sexual. Segundo a polícia, os investigadores foram na casa da adolescente e constataram o fato, mas não encontraram o agressor. A vítima foi levada para a delegacia para prestar depoimento e reiterou que as agressões eram constantes e motivadas por sua orientação sexual. A adolescente disse ainda que, na segunda-feira (7), ela também havia sido agredida pelo pai com uma "bainha" de facão, um tipo de estojo usado para preservar a lâmina do objeto. A 9ª Coorpin informou que, como o agressor foi identificado, uma intimação foi expedida para que ele compareça à delegacia. A adolescente vai passar por exame de lesão corporal e deverá ficar com a avó. A polícia informou ainda que uma medida protetiva foi solicitada para ela. Fonte: Verdinho Itabuna

  • Prefeitura de Ilhéus publica novo decreto sobre transporte público, esportes e museus.

    Foi publicado na noite desta quarta-feira (9) no Diário Oficial do Município de Ilhéus um novo decreto sobre a circulação de transporte público coletivo, práticas de atividades esportivas coletivas e o funcionamento de museus. Foi autorizada a liberação do funcionamento regular de 100% da frota dos ônibus do transporte público coletivo urbano para que não haja lotação no interior dos veículos acima do permitido e nem aglomeração nos pontos. Os passes livres para a gratuidade dos idosos e deficientes também foi restabelecida sem restrições de horários, sendo retomadas ainda as rotas diárias para as zonas rurais. Já no quesito prática de esportes, estão autorizadas as atividades esportivas coletivas como basquete, vôlei, handebol, futsal, futebol de campo e de salão. Torcida ou qualquer agrupamento de pessoas nos locais onde haja a prática dos esportes continua proibida por ocasionar aglomeração. Museus estão autorizados a reabrir e retomar o funcionamento. O decreto já está em vigor desde o momento da publicação e, por isso, as novas disposições já estão valendo. Fonte: Secom

  • Mortes por Covid-19 no mundo passam de 900 mil, segundo universidade.

    EUA têm o maior número de vítimas do novo coronavírus, com mais de 190 mil mortes. O número de mortos por Covid-19 no mundo passou de 900 mil nesta quarta-feira (9), segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). Já são mais de 27 milhões de casos confirmados do novo coronavírus em todo o planeta. Em números absolutos, os Estados Unidos são o país com o maior número de mortes: são mais de 190 mil vítimas da Covid-19. Nesta quarta, foram divulgadas gravações do presidente Donald Trump admitindo que sabia da gravidade da doença em fevereiro, quando os EUA registravam poucos casos. O Brasil, também em números absolutos, tem o segundo maior número de mortes pelo novo coronavírus: são mais de 127 mil vítimas. A Índia, que passa por uma forte alta no número de casos, vem em terceiro, com quase 74 mil mortos. Ritmo da pandemia no mundo O mundo atingiu 100 mil mortes por Covid-19 em 10 de abril, pouco mais de três meses depois do primeiro caso confirmado do novo coronavírus. Em apenas 15 dias, o número de vítimas da doença dobrou e chegou a 200 mil. De lá para cá, o ritmo no total de mortos atingiu uma certa estabilidade. 10 de abril — 100 mil mortes 25 de abril — 200 mil mortes 14 de maio — 300 mil mortes 7 de junho — 400 mil mortes 28 de junho — 500 mil mortes 19 de julho — 600 mil mortes 5 de agosto — 700 mil mortes 22 de agosto — 800 mil mortes Fonte: G1

  • Denúncias de violência contra crianças e adolescentes caem 12% no Brasil durante a pandemia.

    Foram registradas 26,4 mil denúncias entre março e junho, segundo menor valor da série histórica iniciada em 2011. De acordo com especialista, fechamento das escolas pode ter dificultado notificações. Antes do fechamento, professora de SP percebeu que aluna estava sofrendo abuso do pai. O número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil caiu 12% durante os meses da pandemia em 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram registradas 26.416 denúncias pelo canal “Disque 100” entre março e junho deste ano, contra 29.965 no mesmo período de 2019. O número de registros em 2020 é o segundo menor para o período em toda série histórica, iniciada em 2011. Ele só superou as 24.188 denúncias que foram feitas em 2018. Para o advogado, especialista em direitos da infância e juventude e ex-conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro, o fechamento das escolas por conta da quarentena obrigatória contra o coronavírus pode ter influenciado na diminuição das denúncias. “A subnotificação das denúncias acaba sendo um efeito colateral do isolamento social e da suspensão de aulas para conter as contaminações por Covid-19. A maioria dos casos são descobertos por meio das escolas, mas os educadores e cuidadores de creche costumam se preservar e fazer denúncia anonimamente no 'Disque 100' ou nos Conselhos Tutelares. As denúncias são em sua maioria de negligência, além dos casos de violência física, psicológica e sexual”, diz. É o caso do abuso sofrido pela filha da trabalhadora autônoma M., de 47 anos, moradora da Zona Leste de São Paulo, que prefere não se identificar. A menina, de 5 anos, começou a apresentar comportamento diferente na escola e a professora chamou a mãe para conversar. De acordo com a mãe, a criança já tinha sofrido abuso sexual de um vizinho de 16 anos e vinha tendo acompanhamento psicológico e médico desde novembro do ano passado. Em março deste ano, M. começou a desconfiar que o então marido também estava abusando da filha. “Com a pandemia, meu marido ficou em casa todos os dias e teve mais oportunidades de abusar [da filha]. A professora detectou rapidinho. Ela percebeu que a menina só chorava, tinha medo de homens e não queria ficar perto dos meninos, só das meninas. Acho que as crianças deveriam ser orientadas para contar para o professor em quem elas confiam”, afirma. Por causa das agressões, a criança fez perícia duas vezes no Hospital Pérola Byington, na região central da capital, e mãe e filha deixaram a casa onde moravam com o agressor sem ter para onde ir. “Ela falou: 'mamãe, papai fechou a porta, tampou minha boca, machucou aqui'. Se ela escuta algum barulho de noite, chora e diz que tem medo do pai e do adolescente, que eles vão vir matar a gente", afirma. De acordo com M., o ex-marido foi preso depois de abusar da filha pela segunda vez, bater em M. e persegui-las de carro pela rua. Agora, ela luta na Justiça para provar as agressões. A audiência foi marcada para o dia 18 de setembro. "Eu me considero uma pessoa morta. Ele chegou a dizer que ia me matar e depois se matar. O adolescente que abusou da minha filha foi colocado como testemunha do caso. Não sei o que vai acontecer comigo. Não tenho meios de sobrevivência, vou ter de voltar para aquele apartamento [vizinho do adolescente que abusou da filha]. Eu choro todos os dias de desespero." Relatório de denúncias O “Disque 100” é um serviço de atendimento telefônico gratuito que recebe denúncias sobre violações dos Direitos Humanos em todo o país e em todas as áreas. Os dados são compilados pelo governo federal e divulgados desde 2011. O último relatório anual sobre violações de direitos humanos, divulgado em maio, apontou recebimento de 86.837 denúncias relacionadas a crianças e adolescentes no país em todo o ano de 2019, aumento de 14% em relação a 2018. As principais violações foram negligência (62.019), violência psicológica (36.304), violência física (33374) e violência sexual (17.029). As denúncias podem conter mais de um tipo de violação. O governo federal, no entanto, deixou de incluir no documento os dados sobre retornos dos órgãos de apuração e proteção dos encaminhamentos tomados diante das denúncias recebidas pelo Disque 100. Segundo Ariel de Castro, a falta de encaminhamento agrava ainda mais o problema da subnotificação de denúncias. “Os conselhos tutelares deram só 10% de respostas ao Disque 100 em 2018. Em 2019, não se sabe, porque essa informação foi retirada do relatório. Com um índice tão baixo de respostas sobre os encaminhamentos dos casos, quanto as providências, investigações e medidas de proteção às vítimas tomadas, podemos concluir que o sistema na prática tem pouca utilidade e efetividade”, afirma. Outro ponto que ficou prejudicado com a redução de denúncias foi a adoção de crianças no país. Como o G1 mostrou, o número de adoções de crianças e adolescentes no Brasil no 1º semestre deste ano caiu pela metade em meio à pandemia. A presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Sara Vargas, afirmou que nesse período de isolamento social houve menos casos de acolhimento. "A própria rede de proteção não conseguiu continuar trabalhando da forma ideal. A maioria das denúncias de maus-tratos e abusos contra crianças parte da escola ou dos hospitais. E as crianças deixaram de ir para a escola. Então houve menos casos de acolhimento. É todo um ciclo. Menos crianças, um processo mais lento”, diz. Estado de São Paulo Em 2019, São Paulo foi o estado com o maior número absoluto de denúncias contra crianças e adolescentes pelo Disque 100. Os 20.355 registros representam 23% do total do país. As principais violações também foram negligência (15.103), violência psicológica (8814), violência física (8007) e violência sexual (3206). Os dados de 2020 do ministério ainda não estão disponíveis por estado, então não é possível analisar se houve queda nas denúncias durante a pandemia. Segundo Ariel de Castro, professores acabam tendo papel fundamental nas denúncias, principalmente relacionadas a crianças de idades menores. “Os educadores acabam notando por mudança de comportamento, medo de adultos. Os educadores têm tido muitos cursos para se preparar em como podem identificar situações, e isso se aperfeiçoou muito nos últimos anos. Adolescente até consegue se defender, tem acesso a amigos, vizinhos, internet, mas a criança fica mais subjugada. Sem ir para a creche ou a escola, onde podem identificar a violência, a criança acaba não tendo como se proteger. Quem deveria proteger acaba sendo o agressor. A criança vive refém do inimigo”, diz. Mas sem vacina ou controle da pandemia, a segurança para o retorno das atividades nas escolas ainda é questionada. Além da contaminação, há também o receio que as crianças transmitam a doença para parentes idosos e cuidadores em casa. “O receio é muito grande dos pais, mesmo os adolescentes. A convivência deles é por meio do contato. As crianças voltarem para as casas contaminadas, em locais que moram 10 pessoas em 2, 3 cômodos, muitas vezes os avós. O receio é concreto é real e não vejo como o estado obrigar os pais a levar os filhos para a escola sem ter uma vacina”, afirma o advogado. Em São Paulo, as escolas fecharam em março com o início da quarentena obrigatória. Nesta terça-feira (8), a gestão estadual autorizou a reabertura parcial das instituições para atividades de reforço e complementares, mas poucos municípios aderiram. O retorno das aulas regulares previsto pelo governo estadual para 7 de outubro ainda é incerto. De acordo com o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, as aulas devem voltar lentamente e a presença será opcional. “Acho que a gente tem que começar a voltar lentamente. A gente tem ainda a decisão sobre outubro, com a previsão de volta às aulas para o dia 7 de outubro, mais ainda temos que cumprir algumas condicionalidades.” Atendimento psicológico Além do prejuízo da aprendizagem, o fechamento das escolas também afeta a saúde mental. Na semana passada, o governo de São Paulo anunciou a contratação de psicólogos para a rede pública estadual, após pesquisa apontar que 75% dos alunos e 50% dos professores tiveram alterações emocionais durante o isolamento. O atendimento será feito remotamente em plataforma digital enquanto as escolas permanecerem fechadas. Para Ariel de Castro, a medida pode ajudar também a identificar os casos de violência. “O estado está planejando isso com psicólogos, que é uma medida extremamente importante, é verificar aqueles alunos que estão com dificuldades maiores. É importante manter esse vínculo, conversar para o telefone sempre, pela internet, ir na casa. Isso também ajudaria na questão do enfrentamento da violência doméstica. A escola deve trabalhar em conjunto com esses setores da saúde, por meio da assistência social. A atuação desses profissionais é fundamental para o diagnóstico adequado e enfrentamento.” Em 2019, uma lei aprovada pelo Congresso já estipulava a obrigatoriedade para a contratação de profissionais de psicologia e de assistência social nas escolas públicas. O projeto chegou a ser vetado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas o veto foi derrubado pelos parlamentares e a lei foi promulgada. Os estados e municípios terão até dezembro deste ano para atender à determinação da lei federal e contratar os profissionais. Fonte: G1

  • Ilha de Itaparica: Homem suspeito de esfaquear e golpear companheira com enxada é preso.

    A Polícia Civil prendeu um suspeito de esfaquear e golpear com enxada a própria companheira, na madrugada da última terça-feira (08), na Ilha de Itaparica, Região Metropolitana de Salvador (RMS). O homem foi autuado em flagrante e vai responder por tentativa de feminicídio. O órgão informou que as investigações apontaram o companheiro como mandante, embora a execução da tentativa de assassinato teria sido praticada por três homens encapuzados. A mulher permanece em estado grave internada no Hospital Geral do Estado (HGE). A faca e a enxada utilizadas no crime foram apreendidas e serão encaminhadas para perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT), o suspeito está à disposição da Justiça. Fonte: Bocão News

  • Dificuldades no acesso à rede de proteção acabam por favorecer violência contra a mulher.

    Na contramão dos dados que revelam uma queda no número de homicídios dolosos – quando há intenção de matar – nos últimos três anos na Bahia, o número de feminicídios – mulheres que tiveram mortes provocadas por seus companheiros afetivos em ambientes de violência doméstica – demonstra crescimento. Segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), entre 2017 e 2019, 251 mulheres tiveram as vidas ceifadas por consequência da violência baseada na condição de gênero, em que a vítima morre por ser mulher e está submersa em um contexto com aspectos econômicos, sociais e culturais específicos. É importante observar que, no período aqui destacado, a alta é puxada pelos casos no interior do estado: 48 em 2017; 66 em 2018 e 83 em 2019. As informações foram especificadas pela SSP-BA em 31 de agosto de 2020 após solicitação do Bahia Notícias. A pasta não disponibilizou dados específicos relativos aos casos de feminicídio ocorridos no primeiro semestre de 2020. Como pontuou a especialista no tema, a advogada e pesquisadora de Feminicídio do PPG-Neim/UFBA, Angela Farias, “esse crime acontece numa escalada de violência” (reveja aqui). É neste aspecto que se verifica a necessidade do que se convencionou chamar rede de proteção e atenção à mulher em ambiente de violência doméstica. Na Bahia, a rede de amparo tem como acesso inicial a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Passa ainda por centros de acolhimento, além do papel essencial de órgãos como a Defensoria Pública e o Ministério Público e as secretarias estadual e municipal de Política para as Mulheres. As fragilidades impostas a este trabalho conjunto e as dificuldades de muitas mulheres no acesso às portas de entrada no sistema, no entanto, têm favorecido o aumento da violência. Para a advogada Taís da Hora, que atua em casos de violência doméstica e familiar, uma das deficiências, sobretudo no estado da Bahia, está nos espaços para acolhimento das mulheres em situação de violência. Ela defende a eficácia da casa-abrigo, um serviço de caráter sigiloso, cuja estadia pode ser ampliada pelo tempo em que a mulher necessitar para reunir condições de retomar a própria vida nos casos em que a única forma de afastamento do agressor é deixando a moradia. A Bahia dispõe atualmente de apenas dois espaços com a finalidade, sediados nas cidades de Alagoinhas e Feira de Santana. A regulação de mulheres de outras cidades para estes locais é feita a partir do trabalho conjunto dos entes da rede. “Quando a mulher daqui da capital precisa de uma casa-abrigo se faz contato com a regulação, que viabiliza o carro para que a transferência aconteça. É um desgaste muito grande”. Taís pontua ainda a “dificuldade de retomar a vida” que essas mulheres enfrentam após deixarem o abrigo, estando em um ambiente “que não é o seu”. A casa-abrigo é mantida pelo governo do Estado. A rede de proteção conta ainda com as casas de acolhimento provisório, que são serviços de abrigamento de curta duração, de até 15 dias, e não sigilosos. A capital baiana possui dois espaços desta modalidade. “É uma casa de passagem. Ficar por 15 dias para que as medidas sejam tomadas. Após a medida protetiva ela sai. É uma casa de porta aberta. E o agressor pode vir a ter informações desse lugar. Não é sigiloso”, destaca a advogada. É também apontado como fragilidade no acesso à estrutura de proteção o atendimento e a disposição das Deams, tanto na capital como no interior. Dos 417 municípios baianos, apenas 14 possuem unidade especializada: Salvador – Brotas e Periperi –, Camaçari, Candeias, Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Juazeiro, Porto Seguro, Paulo Afonso, Alagoinhas, Jequié. Nas cidades em que não há delegacia especializada, a ocorrência de violência doméstica pode ser feita na unidade mais próxima, segundo a Polícia Civil. A existência da unidade exclusiva de atendimento à mulher não põe fim, porém, às dificuldades de registro de ocorrências do tipo. Abre-se outra discussão, que é a forma como o atendimento é prestado nas unidades. Em Salvador, por exemplo, acontece de forma regionalizada. Logo, tomando como exemplo hipotético uma mulher que sofreu violência doméstica e é moradora do bairro da Ribeira. Caso ela não tenha ciência da existência da Deam Periperi e se desloque à Deam de Brotas, não conseguirá fazer o registro da ocorrência, pois a unidade que atende à região da Ribeira é a do Subúrbio. Taís observa, no entanto que, de acordo com a legislação, a mulher tem o direito de fazer o registro deste tipo de ocorrência em qualquer unidade policial, ainda que não seja especializada. “Há também uma dificuldade da própria polícia que se a mulher se dirigir à uma delegacia de determinado bairro, vai remetê-la para a Deam. O entendimento é que só pode ser registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher, mas isso não existe. Pode registrar em qualquer delegacia”, enfatiza. Para Taís, situações como esta e o período de funcionamento das delegacias, que foi reduzido no período da pandemia, dificulta o processo para uma mulher já fragilizada e ela acaba “desistindo” de registrar o boletim de ocorrência. “Se uma delegacia está funcionando de segunda a sexta, como estava a de Periperi, e uma mulher é agredida na sexta à noite ela vai ter que aguardar até segunda-feira para dar a queixa. Ela desiste. A família influencia, o próprio agressor. Além da dependência que essa mulher tem, ela tem diversas barreiras por conta do Estado, que já começa com o transporte para se deslocar até a unidade. Chega na delegacia e não pode registrar. Tem que ir para outra que só vai reabrir na segunda”, lamenta. RACISMO ESTRUTURAL As dificuldades de efetivação das ações das redes não estão concentradas exclusivamente nos processos da vida prática cotidiana. Há ainda aspectos estruturais que interferem no processo. Lívia Almeida, defensora pública e coordenadora da Especializada de Proteção dos Direitos Humano (DPE-BA), reconhece que a efetividade dos serviços da rede varia de acordo com a cor e com as condições sociais da vítima. Ela lembra que o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) inaugurou um observatório no ano passado, quando a equipe começou a catalogar as características das mulheres vítimas de violência, pontuando quais  violências sofriam e de que forma eram atingidas. O resultado parcial, divulgado em março, mostrou que algumas mulheres enfrentam mais dificuldades para romper o ciclo da violência. "Uma violência patrimonial que atinge uma mulher negra e pobre é muito mais gravosa do que uma violência que atinge uma mulher branca, por exemplo". A análise da defensora é a mesma identificada pela advogada Angela Farias em seu trabalho de doutorado, que catalogou processos dos anos de 2006 a 2017 na cidade de Alagoinhas, com a finalidade de produzir um olhar ampliado sobre os casos de feminicídio naquele município.  Ela concluiu que 77% das vítimas do crime eram mulheres negras, entre 29 anos e 39 anos, cristãs, com mais de um filho, baixa escolaridade e sem inserção no mercado de trabalho. "São mulheres que não conhecem a rede de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher. Elas ouvem dizer, mas não conhecem  a fundo, não sabem a quem procurar e o que fazer num momento de vulnerabilidade", ressalta Angela. A mesma perspectiva é indicada pelo Atlas da Violência referente ao ano de 2018, divulgado no final de agosto. O documento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que, dos 4.519 homicídios de mulheres registrados em 2018 no Brasil, 3.070 tinham como vítimas mulheres negras. As vítimas identificadas como não negras somam 1.358 dos casos. Na Bahia, foram 369 mulheres negras contra 44 não negras mortas assassinadas naquele ano. Ao analisar o sistema de forma integrada, Lívia pontua que a mulher negra muitas vezes sequer consegue acesso ao sistema, seja pela polícia que não registra o crime de forma adequada, pela Justiça que não concede os devidos direitos, pela unidade de saúde que não faz o atendimento recomendado, entre outros problemas. "Pra mulheres brancas, a lei é maravilhosa, tem total efetividade. Mas uma mulher negra, que mora na periferia e precisa sair de casa passa por diversos empecilhos. A Ronda Maria da Penha às vezes não chega na localidade porque ela é dominada por tráfico e aí a própria mulher teme que a polícia chegue. Os territórios ocupados por essas mulheres atingidas por essa interseccionalidade acabam não tendo os serviços. Você vai registrar uma ocorrência numa delegacia e, a depender de quem você seja, você vai registrar muito bem. Então, é muito difícil dizer. A lei tem efetividade? Depende. Depende de que mulher a gente está falando", destaca a defensora. O termo técnico ao qual ela se refere é um conceito teórico-metodológico usado para esclarecer a relação entre o racismo e o capitalismo de forma a deixar mulheres negras, base da pirâmide social, mais vulneráveis a essas estruturas. Baseada na experiência observada nas pesquisas em Alagoinhas, Angela reforça ainda que o racismo vai além do sistema, já que a população costuma reagir de forma diferente a depender das características da vítima e da posição social que ela ocupe. "A sociedade sempre se solidariza mais quando o crime é cometido contra uma mulher branca, uma mulher de classe média ou que o crime tenha requintes de crueldade. Eu lembro do assassinato de uma professora universitária, loira, que deixou a cidade em polvorosa. Não podemos desmerecer a morte, é sempre uma morte, mas existe um viés racial, de classe", atesta. Ela acrescenta também a questão patriarcal nos processos, quando a defesa dos acusados busca desqualificar as vítimas”, especifica. PREVENIR E REMEDIAR Desde 2006, o Ministério Público da Bahia possui o Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher (Gedem). Atualmente a proposta é coordenada pela promotora Sara Gama. Para ela, as instituições sozinhas não dão conta da demanda, pois a procura é vasta e vai desde situações relativas à violência em ambientes privados como prática de assédios em ambiente de trabalho. O MP é a instituição responsável pelo desencadeamento das ações penais públicas condicionadas ou incondicionadas, que dizem respeito às lesões, a violências propriamente dita. É o órgão que oferece as denúncias e garante a abertura do processo criminal contra os agressores. Apesar de concentrar esta função original, na Bahia, há também uma iniciativa de trabalho com os agressores. Uma espécie de trabalho pela “recuperação” e conscientização desses homens agentes das violências. “Eu estou com uma visão multidirecionada, na perspectiva de conversar com os homens. A gente entende que há 14 anos conversa com as mulheres, mas o lado que causa o problema não é ouvido, só chega na condição de agressor, de réu, e vai reproduzir isso em outros relacionamentos”, explica Sara. “Eles terão que obrigatoriamente passar por acompanhamento com psicólogos, mas aí você está lidando com o homem que já está passando por inquérito. A reincidência nesses casos é ínfima, ridícula. São pouquíssimos os homens que passam por esse processo e volta para as varas como agressores. Mas a nossa ideia é fazer um trabalho de prevenção”, complementa. De acordo com a coordenadora, 30% dos inquéritos de Salvador estão relacionados à violência doméstica, porém “falta orçamento pra implantar todas as coisas que a lei prevê”. Fonte: Bahia Notícias

  • Pré-candidato a vereador é preso acusado de roubar lotérica no interior da Bahia.

    Um pré-candidato a vereador da cidade de Maraú foi preso na manhã desta quarta-feira (9) durante operação conjunta das polícias Civil e Militar. Ele tinha mandado de prisão preventiva e é acusado de envolvimento em um roubo a uma casa lotérica em junho deste ano em Camamu. Segundo a investigação, o pré-candidato agiu com outros oito homens, que já estão presos. Eles renderam o gerente da lotérica e a esposa deste, no dia 26 de junho. Parte da quadrilha ficou em uma casa com a mulher, ameaçando matá-la, enquanto o restante foi até a lotérica para roubar o dinheiro em caixa.  Um detento que está preso no Complexo Penitenciário da Mata Escura também é apontado como integrante da quadrilha. O pré-candidato, que não teve nome divulgado, foi levado para prestar um depoimento inicial e passar por exames. Ele será encaminhado para a cidade de Camamu. Fonte: Teixeira Hoje

  • Força-tarefa faz buscas na prefeitura e no prédio de Crivella em operação no RJ.

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Civil do RJ deflagram nesta quinta-feira (10) uma operação que investiga suposto esquema de corrupção na capital carioca. A sede prefeitura do Rio é alvo de mandados de busca. Segundo o G1, equipes da força-tarefa cumprem 22 mandados de busca e apreensão em locais como o Centro Administrativo, na Cidade Nova; no prédio onde mora o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), na Barra da Tijuca; e no Palácio da Cidade, em Botafogo. As ordens judiciais foram expedidas pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio, a pedido do Grupo de Atuação Originária Criminal (Gaocrim), que investiga agentes públicos com foro privilegiado. Ainda não se sabe se Crivella é alvo da operação. Um dos investigados é Eduardo Lopes, que foi senador do Rio ao herdar o cargo do prefeito e também secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel (PSC). Macedo foi tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado, em 2008, e foi citado em delação sobre o esquema de propina envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do estado, a Fetranspor. Fonte: Bahia Notícias

  • Benfica pode ter no futuro uma nova investida por Bruno Henrique e Gerson.

    De acordo com informações do jornal português A Bola, o Rubro-Negro recusou uma proposta de 30 milhões de euros pela dupla. Além de tirar Jorge Jesus do Flamengo, o Benfica ainda tem o desejo de contar com jogadores do elenco carioca. No caso, o clube português adicionou uma proposta de 30 milhões de euros (R $ 188,86 milhões na cotação atual) para adquirir Bruno Henrique e Gerson. Porém a diretoria Rubro-negra não gostou desses números e não fechou como transferências. Segundo apuração do jornal português A Bola , o Flamengo, de fato, negou a oferta, contudo não fechou as portas para uma negociação. Atualmente, é difícil para o Benfica fazer uma proposta maior, pois estão empenhados na contratação de Rúben Semedo. Entretanto, caso o clube se classifique para a fase de grupos da Liga dos Campeões, receberá, no mínimo, 40 milhões de euros (cerca de R $ 250 milhões) e o diretoria promete ir ao mercado. Os jogadores flamenguistas seriam os alvos nesse caso. Os atletas jogaram muito bem quando foram comandados por Jorge Jesus no Rubro-negro e é um desejo do técnico português poder contar com eles agora no Benfica. A contratação mais complicada seria a de Gerson, o qual possui uma multa rescisória de 30 milhões de euros e ainda é bem jovem. Mas, no caso de Bruno Henrique, a situação talvez seja mais simples, porque o técnico Domènec Torrent não está o utilizando no time titular e o jogador já possui quase 30 anos. Fonte: Fox Sports

  • Inter segura peças para manter grupo encorpado, mas libera jovens sem espaço com Coudet.

    Colorado tentar evitar saídas apesar de assédio a Rodrigo Moledo e William Pottker. Por outro lado, realoca opções pouco aproveitadas, como Sarrafiore, que vai para o Coritiba. Líder do Brasileirão após oito rodadas, o Inter trata agora de manter o elenco encorpado para não perder o embalo na competição. Até porque o mês de setembro marca o retorno da Libertadores e, mais à frente, a equipe terá as oitavas de final da Copa do Brasil. Por outro lado, jovens pouco aproveitados pelo técnico Eduardo Coudet são realocados em outros clubes para ganhar experiência onde poderão ter mais oportunidades. A semana é movimentada nos bastidores do Colorado. Martín Sarrafiore trocará o Inter pelo Coritiba. Xodó da torcida, o meia não conseguiu se firmar com Odair Hellmann, Zé Ricardo e Coudet e tentará ser mais assíduo no Couto Pereira. Sua saída também alivia o excesso de estrangeiros. Embora Paolo Guerrero só retorne aos gramados na próxima temporada, o grupo colorado conta com oito gringos. O número se elevou após as contratações do uruguaio Abel Hernández e do argentino Leandro Fernández. Em competições nacionais, apenas cinco forasteiros podem ser relacionados. Já William Pottker, que atualmente se recupera de uma lesão muscular na coxa direita, também é alvo de cobiça. O Trabzonspor, da Turquia, demonstrou interesse no atacante, mas ainda não houve avanço. O mesmo aconteceu após contato do Cruzeiro. O mesmo Trabzonspor surgiu na imprensa turca como interessado em Rodrigo Dourado. Inter e o empresário do volante garantem que não foram procurados. De contrato renovado até 2022, o jogador de 26 anos ainda busca melhor forma física após duas cirurgias no joelho esquerdo. Outro que deve ficar é Rodrigo Moledo. Na luta para recuperar a titularidade, o zagueiro goza de prestígio do Beira-Rio. Mesmo que esteja no radar de outros clubes, a direção rechaça qualquer possibilidade de liberá-lo. Saídas além de Sarrafiore Sem espaço, o zagueiro Roberto será emprestado ao Paraná, que perdeu o também colorado Thales, de saída para o Osmanlispor, da Turquia. A lista ainda conta com Pedro Lucas. O centroavante deixou o Figueirense após o episódio de vandalismo no Orlando Scarpelli na semana passada e rumará ao CSA Natanael é outro que deixará o Beira-Rio. O lateral-esquerdo foi comunicado pela direção que está livre para procurar outro clube. O representante do atleta diz ter sido procurado por clubes do Brasil e exterior, mas ainda sem uma situação concreta. Dias antes, o Colorado emprestou Juliano Fabro ao Oeste, de São Paulo, e Guilherme Pato à Ponte Preta. Fonte: Globo Esporte

  • MP-RJ deve apresentar em 2 semanas denúncia contra Flávio Bolsonaro por 'rachadinha'.

    O  Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) deve apresentar na semana de 21 a 25 de setembro a denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das rachadinhas em seu gabinete na época em que era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). De acordo com a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, o parlamentar será acusado formalmente na Justiça pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Iniclamente, o MP-RJ pretendia aguardar o resultado do recurso do órgão ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o foro privilegiado concedido a Flávio pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Como ainda não se tem decisão final, houve a avaliação de que apresentar a denúncia não mudará o andamento do caso e os atos praticados na ação continuam válidos. Ainda segundo a publicação, outro fator considerado para que a acusação seja oferecida ainda neste mês é a eleição do próximo procurador-geral de Justiça do Estado, que acontece no fim do ano. Integrantes do MP do Rio avaliam que o processo de Flávio Bolsonaro está se refletindo na eleição interna. O grupo entende que a denúncia pode ajudar a separar os temas. Nas últimas semanas, aumentaram as especulações de que o governo Bolsonaro estaria interferindo na escolha do próximo chefe do órgão para beneficar o filho e a família em investigações que correm no MP. Fonte: Bahia Notícias

  • Lava-Jato: Operação mira escritório de Wassef, advogado da família Bolsonaro.

    Entre os escritórios de advocacia alvos da fase da Operação Lava-Jato que investiga desvios de recursos milionários do Sistema S do Rio de Janeiro, está o de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro que ficou conhecido por esconder Fabrício Queiroz em sua residência em Atibaia (SP). Segundo informações da coluna Radar, da revista Veja, a Polícia Federal cumpre mandados expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, de busca e apreensão em endereços de Wassef. Outras dezenas de escritório também estão sob a mira da operação, entre eles advogados que mantinha relações com Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio. Fonte: Bocão News

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